Estudo projeta impacto de tarifas dos EUA e tensão no Irã na economia
Pesquisa do IBEVAR e FIA avalia riscos de tarifas americanas e instabilidade geopolítica para o crescimento e a dívida pública do Brasil até 2027.
Pontos principais
- Tarifas de até 37,5% impostas pelos EUA pressionam setores de madeira, minerais e químicos.
- Dívida bruta brasileira pode subir de 83% para 87% do PIB até 2027 conforme o cenário.
- Governo lançou o Plano Brasil Soberano com R$ 55 bilhões em crédito para mitigar impactos.
- A probabilidade de uma crise severa por confronto no Irã e escalada comercial é de 3%.
Um estudo conjunto do IBEVAR e da FIA Business School analisou 18 cenários para a economia brasileira diante de um cenário externo adverso, marcado por tarifas americanas de até 37,5% e tensões geopolíticas envolvendo o Irã. O levantamento aponta que setores como madeira, minerais não metálicos e produtos químicos são os mais vulneráveis às novas barreiras comerciais. Além do impacto industrial, a projeção indica que a dívida bruta do país pode saltar para 87% do PIB até 2027. Para conter os efeitos negativos, o governo federal implementou o Plano Brasil Soberano, que destina R$ 55 bilhões em linhas de crédito. Embora o risco de uma 'tempestade perfeita' seja estimado em apenas 3%, a instabilidade no comércio com o Irã, parceiro relevante para a exportação de soja e milho, permanece como um ponto de atenção para a balança comercial brasileira.
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