Estudo do IBEVAR aponta riscos para economia brasileira com tarifas e tensões
Pesquisa projeta 18 cenários econômicos para o Brasil diante de tarifas americanas, instabilidade no Oriente Médio e incertezas políticas para 2027.
Pontos principais
- Estudo da FIA Business School e IBEVAR avalia impactos de tarifas americanas de até 37,5% sobre produtos brasileiros.
- Setores de madeira, minerais não metálicos e químicos são os mais vulneráveis à política protecionista dos EUA.
- Tensões no Estreito de Ormuz elevam a volatilidade do petróleo, pressionando a inflação e custos logísticos no Brasil.
- Governo federal anunciou o Plano Brasil Soberano, com R$ 55 bilhões em crédito para mitigar efeitos do cenário externo.
- Projeções indicam que a dívida bruta brasileira pode subir dos atuais 83% para 87% do PIB até 2027.
- A probabilidade de uma 'tempestade perfeita', combinando conflito direto no Irã e escalada comercial, é estimada em 3%.
- Investidores já monitoram o cenário eleitoral de 2026 como fator adicional de incerteza para o planejamento econômico.
Um novo estudo realizado pelo IBEVAR e pela FIA Business School mapeou 18 cenários distintos para a economia brasileira, destacando a vulnerabilidade do país frente a choques externos simultâneos. O levantamento aponta que as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos desde julho, que atingem cerca de US$ 11 bilhões em exportações nacionais, somadas à instabilidade geopolítica no Oriente Médio, criam um ambiente de alta incerteza. Estados como Santa Catarina e São Paulo aparecem como os mais expostos às medidas protecionistas americanas, que afetam setores estratégicos como o de madeira e produtos químicos.
Além do impacto comercial, a volatilidade do preço do petróleo, impulsionada pelas tensões no Estreito de Ormuz, gera preocupações sobre pressões inflacionárias e aumento nos custos de transporte e energia. Em resposta, o governo brasileiro lançou o Plano Brasil Soberano, disponibilizando R$ 55 bilhões em crédito para auxiliar empresas exportadoras a manterem a competitividade. Apesar do cenário desafiador, que projeta uma possível elevação da dívida bruta para 87% do PIB até 2027, os analistas estimam que a chance de uma crise severa, classificada como 'tempestade perfeita', permanece baixa, em torno de 3%.
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