Preços do petróleo sobem 5% após fim de acordo entre EUA e Irã
Escalada de tensões no Oriente Médio impulsiona o petróleo e pressiona o mercado financeiro brasileiro e o custo dos combustíveis.
Pontos principais
- O petróleo Brent subiu 5,20% e o WTI avançou 4,37% após o presidente Donald Trump declarar o fim do acordo provisório com o Irã.
- A instabilidade geopolítica no Estreito de Ormuz gerou aversão ao risco, levando o Ibovespa a uma queda de 0,79%.
- Especialistas alertam que a manutenção do barril acima de 80 dólares pressiona a inflação brasileira e o custo final da gasolina.
- O governo brasileiro avalia medidas como subsídios ou cortes de impostos para mitigar o repasse do aumento aos consumidores.
A cotação internacional do petróleo registrou forte alta nesta semana, impulsionada pelo agravamento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. O presidente Donald Trump anunciou o encerramento do acordo provisório que visava conter o conflito, movimento que, somado a ataques no Estreito de Ormuz, elevou o preço do barril Brent em mais de 5%. A instabilidade geopolítica impactou diretamente os mercados globais, resultando em queda no Ibovespa, que fechou aos 170.653 pontos, enquanto o dólar manteve oscilação contida devido ao perfil exportador da economia brasileira. No cenário doméstico, a valorização da commodity acende um alerta para a inflação. A Petrobras tem buscado conter o repasse imediato dos preços aos postos de combustíveis, mas analistas apontam que a sustentação do barril acima de 80 dólares torna a estratégia insustentável a longo prazo. Diante do risco de aumento no custo da gasolina para o consumidor final, o governo federal estuda alternativas para amortecer o impacto, incluindo possíveis subsídios ou ajustes na política de impostos. A situação reforça a volatilidade dos ativos financeiros em momentos de crise, onde o petróleo atua como um dos principais vetores de incerteza macroeconômica.
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