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Alta do petróleo e tensões no Oriente Médio impactam mercados globais

Escalada entre EUA e Irã eleva preço do barril, pressiona a inflação e leva o governo brasileiro a descartar novos subsídios ao diesel.

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Foto: Times Brasil
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13/07 às 13:15 · atualizado há 31min

Pontos principais

  • O petróleo Brent superou US$ 79 com o aumento das tensões no Estreito de Ormuz.
  • O Bitcoin recuou 2,6% para US$ 62.478 devido ao temor de inflação e juros altos.
  • O governo brasileiro mantém o subsídio atual de R$ 1,12 por litro de diesel, mas descarta novos auxílios.
  • A Agência Internacional de Energia projeta queda na demanda global por petróleo em 2026 devido à crise geopolítica.

A escalada das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã, intensificada após o anúncio de fechamento do Estreito de Ormuz, provocou uma reação imediata nos mercados internacionais. O preço do barril de petróleo Brent ultrapassou a marca de US$ 79, impulsionado pela incerteza sobre o fornecimento global. Esse cenário de aversão ao risco afetou ativos de maior volatilidade, como o Bitcoin, que registrou queda de 2,6% diante do receio de que a alta dos combustíveis reaqueça a inflação global e force o Federal Reserve a manter taxas de juros elevadas por mais tempo. Apesar da pressão, ETFs de Bitcoin ainda registraram entradas líquidas de US$ 197 milhões na última semana, sinalizando resiliência institucional.

No Brasil, a equipe econômica adotou uma postura de cautela, descartando a criação de novos subsídios para o diesel. O governo mantém o benefício atual de R$ 1,12 por litro, mas avalia que medidas adicionais, como um novo auxílio de R$ 0,35, só seriam necessárias caso o barril de petróleo se aproxime de US$ 90. Paralelamente, o mercado global observa as projeções da Agência Internacional de Energia, que estima uma queda na demanda mundial por petróleo em 2026, condicionando a estabilidade do setor à resolução dos conflitos no Oriente Médio. Autoridades americanas seguem em diálogo técnico com o Irã na tentativa de mitigar a crise diplomática e evitar maiores interrupções nas rotas marítimas estratégicas.

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