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Por que o mercurocromo foi proibido no Brasil

O antisséptico, comum em ferimentos infantis até a década de 1990, foi retirado do mercado pela Anvisa devido à toxicidade do mercúrio.

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Foto: BBC Brasil
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29/07 às 06:00

Pontos principais

  • O mercurocromo era amplamente utilizado no Brasil para tratar ferimentos leves em crianças.
  • A composição do medicamento incluía mercúrio, substância associada a riscos à saúde humana.
  • A Anvisa proibiu a comercialização do produto após evidências científicas sobre sua toxicidade.
  • O banimento marcou uma mudança significativa nos padrões de segurança sanitária no país.

Durante décadas, o mercurocromo foi um item onipresente nos kits de primeiros socorros das famílias brasileiras, sendo a solução padrão para tratar pequenos cortes e arranhões. No entanto, a percepção sobre sua segurança mudou drasticamente com o avanço dos estudos toxicológicos. A presença de mercúrio em sua fórmula tornou-se o ponto central de preocupação das autoridades de saúde, levando a Anvisa a determinar a proibição de sua venda em todo o território nacional. A medida visou proteger a população, especialmente o público infantil, contra os efeitos nocivos da exposição ao metal pesado. O desaparecimento do produto das prateleiras das farmácias reflete uma transição importante nas práticas de cuidado pessoal no Brasil, onde critérios de segurança sanitária passaram a prevalecer sobre hábitos culturais antigos, consolidando normas mais rigorosas para a comercialização de antissépticos e medicamentos de uso tópico.

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