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Nanoempreendedorismo feminino no Brasil é estratégia de sobrevivência

Uma pesquisa inédita revela que o nanoempreendedorismo feminino no Brasil funciona como uma estratégia de sobrevivência para conciliar casa, filhos e renda.

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Foto: G1 - Economia
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18/03 às 10:01

Pontos principais

  • O nanoempreendedorismo feminino no Brasil é uma estratégia de adaptação à realidade econômica e social, não um pequeno negócio tradicional.
  • A pesquisa do Consulado da Mulher, Vert.se e Be.Labs aponta que essas atividades são uma engrenagem de sobrevivência, com informalidade e baixo potencial de crescimento.
  • Mais de 85% das mulheres nanoempreendedoras têm filhos e 61% estão na faixa etária de 30 a 49 anos, a "geração sanduíche".
  • Para 75% das entrevistadas, o negócio próprio surgiu como resposta a crises como desemprego ou dificuldade de conciliar trabalho formal com a rotina doméstica.
  • Apesar da longevidade dos negócios (78% com mais de 3 anos), o faturamento é baixo e se confunde com a renda familiar, indicando um modelo de subsistência.

Uma pesquisa inédita conduzida pelo Consulado da Mulher, Vert.se e Be.Labs revela que o nanoempreendedorismo feminino no Brasil é, em muitos casos, uma estratégia de sobrevivência para mulheres que buscam conciliar as demandas de casa, filhos e a necessidade de gerar renda. Diferente de pequenos negócios tradicionais, essas atividades são marcadas pela informalidade e baixa possibilidade de crescimento, funcionando como uma adaptação à realidade econômica e social.

O estudo aponta que mais de 85% das nanoempreendedoras têm filhos e 61% estão na faixa etária de 30 a 49 anos, a chamada "geração sanduíche", que enfrenta múltiplas demandas de cuidado. Para 75% das entrevistadas, o negócio próprio foi uma resposta direta a crises como desemprego ou a dificuldade de conciliar um trabalho formal com a rotina doméstica. Apesar de 78% desses negócios terem mais de três anos de existência, o faturamento é baixo e muitas vezes se confunde com a renda familiar, indicando um modelo de subsistência e um "piso pegajoso" econômico.

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