Uma pesquisa inédita revela que o nanoempreendedorismo feminino no Brasil funciona como uma estratégia de sobrevivência para conciliar casa, filhos e renda.
Uma pesquisa inédita conduzida pelo Consulado da Mulher, Vert.se e Be.Labs revela que o nanoempreendedorismo feminino no Brasil é, em muitos casos, uma estratégia de sobrevivência para mulheres que buscam conciliar as demandas de casa, filhos e a necessidade de gerar renda. Diferente de pequenos negócios tradicionais, essas atividades são marcadas pela informalidade e baixa possibilidade de crescimento, funcionando como uma adaptação à realidade econômica e social.
O estudo aponta que mais de 85% das nanoempreendedoras têm filhos e 61% estão na faixa etária de 30 a 49 anos, a chamada "geração sanduíche", que enfrenta múltiplas demandas de cuidado. Para 75% das entrevistadas, o negócio próprio foi uma resposta direta a crises como desemprego ou a dificuldade de conciliar um trabalho formal com a rotina doméstica. Apesar de 78% desses negócios terem mais de três anos de existência, o faturamento é baixo e muitas vezes se confunde com a renda familiar, indicando um modelo de subsistência e um "piso pegajoso" econômico.
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