Pesquisa aponta que 54% das brasileiras já sofreram violência de parceiros
Estudo do Instituto Patrícia Galvão e Locomotiva revela alta incidência de violência doméstica e descrença na eficácia da Lei Maria da Penha.
Pontos principais
- 54% das mulheres que já se relacionaram com homens relatam ter sofrido algum tipo de violência.
- A violência psicológica é a forma mais frequente, atingindo 42% das entrevistadas.
- Apenas 11% dos homens admitem ter cometido agressões contra parceiras ou ex-parceiras.
- 80% dos entrevistados avaliam que a Lei Maria da Penha não funciona na prática como deveria.
- Medo de represálias, impunidade e lentidão da Justiça são os principais obstáculos para denúncias.
Uma pesquisa realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva revelou que 54% das brasileiras que já se relacionaram com homens sofreram algum tipo de violência. O levantamento, que analisa o cenário após 20 anos de vigência da Lei Maria da Penha, destaca uma disparidade significativa entre o relato das vítimas e a admissão dos agressores, já que apenas 11% dos homens reconhecem ter praticado qualquer forma de agressão contra parceiras ou ex-parceiras. Entre as mulheres, a violência psicológica aparece como a modalidade mais relatada, com 42% dos casos, seguida pela violência moral e física.
O estudo aponta que, embora a legislação seja amplamente conhecida, 80% dos entrevistados acreditam que ela não é aplicada de forma eficaz. A sensação de impunidade, citada por 56% dos participantes, somada ao medo de represálias e à lentidão do sistema judiciário, compõe as principais barreiras que impedem o rompimento do ciclo de violência. Além disso, a pesquisa identificou que 82% dos entrevistados admitem se omitir ao presenciar agressões, evidenciando desafios culturais persistentes no combate à violência doméstica no Brasil.
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