Irã rejeita proposta de Omã para gestão do Estreito de Ormuz
Teerã recusa plano de compartilhamento de gestão no Estreito de Ormuz e propõe concentrar tráfego marítimo em suas águas territoriais.
Pontos principais
- O vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, recusou a proposta de Omã para dividir a administração do estreito.
- O Irã planeja concentrar o tráfego de embarcações em uma rota única dentro de suas águas territoriais como medida temporária.
- Teerã declarou que navios militares europeus que se aproximarem da região serão considerados alvos legítimos.
- Autoridades iranianas negaram a existência de negociações com os Estados Unidos, apesar das declarações do presidente Donald Trump.
O governo do Irã rejeitou formalmente uma proposta de Omã que visava compartilhar a gestão do Estreito de Ormuz, um dos pontos de passagem de petróleo mais estratégicos do mundo. Em vez disso, Teerã apresentou um plano alternativo que concentra o tráfego marítimo exclusivamente em suas águas territoriais, além de rejeitar a participação de terceiros na remoção de minas na região. A tensão na área permanece elevada, com o Irã classificando embarcações militares europeias como alvos legítimos caso se aproximem do local. O cenário é agravado pelo bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, que segue em vigor desde a retomada das hostilidades em julho. Apesar de o presidente Donald Trump ter mencionado conversas positivas, autoridades iranianas negaram categoricamente a existência de qualquer negociação diplomática em curso com Washington.
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