Criação de empregos formais cai 25% no primeiro semestre de 2026
O Brasil gerou 921,6 mil vagas formais no semestre, o pior resultado para o período em seis anos, sob impacto da taxa Selic elevada.
Pontos principais
- O saldo de 921,64 mil empregos no primeiro semestre representa uma queda de 25% em relação ao mesmo período de 2025.
- Em junho, foram criadas 145.161 vagas, o desempenho mais fraco para o mês desde 2020.
- A taxa Selic em 14,25% ao ano é apontada como um fator de desaceleração na atividade econômica e na contratação.
- O salário médio de admissão atingiu R$ 2.404,34 em junho, apresentando alta real.
- O estoque total de empregos celetistas no país alcançou 48,03 milhões de vínculos ativos.
O mercado de trabalho formal brasileiro registrou uma desaceleração significativa no primeiro semestre de 2026, com a criação de 921,64 mil novas vagas. O volume representa uma queda de 25% na comparação com o mesmo período do ano anterior, configurando o desempenho mais fraco para o primeiro semestre desde 2020, ano marcado pelo início da pandemia de Covid-19. Em junho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) contabilizou 145.161 novos postos, resultado que, embora tenha superado as expectativas do mercado, mantém a tendência de arrefecimento anual.
Analistas atribuem a queda na geração de empregos ao atual patamar da taxa Selic, fixada em 14,25% ao ano. O custo elevado do crédito tem impactado a expansão da atividade econômica e a capacidade de contratação das empresas. O dado é acompanhado de perto pelo Comitê de Política Monetária (Copom), uma vez que a dinâmica do mercado de trabalho exerce pressão sobre a inflação de serviços. Apesar do cenário de desaceleração, o salário médio de admissão apresentou alta real, chegando a R$ 2.404,34 no mês de junho, enquanto o estoque total de vínculos celetistas no país atingiu a marca de 48,03 milhões de trabalhadores ativos.
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