Ministério da Justiça mantém sigilo de 100 anos sobre visitas a Daniel Vorcaro
O ministro Wellington César Lima e Silva negou recurso para abrir registros de visitas recebidas pelo banqueiro durante sua custódia na Polícia Federal.
Pontos principais
- O Ministério da Justiça justificou a manutenção do sigilo com base na preservação da intimidade e da vida privada dos envolvidos.
- A decisão responde a um pedido de acesso à informação feito pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
- Investigadores relataram desconforto com a presença de advogados ligados a políticos na sala de Vorcaro durante sua detenção.
- O banqueiro esteve custodiado na Superintendência da PF em Brasília enquanto negociava uma delação premiada antes de ser transferido.
O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, negou um recurso que solicitava a abertura dos registros de visitas recebidas pelo banqueiro Daniel Vorcaro durante o período em que esteve detido na sede da Polícia Federal, em Brasília. A decisão mantém o sigilo de 100 anos sobre os dados, fundamentada em um parecer da Ouvidoria-Geral do Ministério que prioriza a proteção à intimidade e à vida privada dos envolvidos. O pedido de acesso, baseado na Lei de Acesso à Informação, surgiu após relatos de investigadores sobre a movimentação atípica de advogados com conexões políticas na sala onde Vorcaro permanecia custodiado. O banqueiro, que negociava uma delação premiada na época, foi posteriormente transferido para o complexo penitenciário da Papuda após o encerramento das tratativas de colaboração com as autoridades.
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