Javier Milei é denunciado na Argentina por uso de verba pública em viagem ao Brasil
Presidente argentino enfrenta denúncia criminal por suposto uso de recursos estatais para participar de evento político do PL em São Paulo.
Pontos principais
- A denúncia foi protocolada por advogados na Argentina questionando a legalidade do financiamento da viagem.
- O objetivo da visita de Milei ao Brasil foi a participação em um comício de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
- O PT também acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral brasileira para investigar o custeio da vinda do presidente argentino.
- O governo brasileiro mantém o embaixador Júlio Bitelli em Brasília para consultas após declarações de Milei no evento.
O presidente da Argentina, Javier Milei, foi alvo de uma denúncia criminal em seu país sob a acusação de uso indevido de recursos públicos para fins de campanha política internacional. A ação, movida por advogados, contesta o financiamento da viagem realizada pelo mandatário ao Brasil para participar de um comício do PL em São Paulo, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A denúncia busca esclarecer se verbas estatais argentinas foram desviadas para custear atividades de natureza partidária no exterior. Paralelamente, o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral no Brasil para apurar a origem dos recursos da viagem e o uso de estrutura pública estadual na recepção do presidente argentino, incluindo a concessão da Ordem do Ipiranga pelo governo de São Paulo. O episódio ocorre em um momento de tensão diplomática entre os dois países. O governo brasileiro convocou o embaixador Júlio Bitelli para consultas em Brasília, sem data definida para retorno, após Milei proferir ofensas contra o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes durante o evento do PL. O Itamaraty classificou as declarações como uma interferência inaceitável em assuntos domésticos, enquanto o STF repudiou formalmente os ataques dirigidos ao magistrado.
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