Irã defende diálogo no Iêmen e nega envolvimento em tensões marítimas
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que não há solução militar para o conflito iemenita e rejeitou responsabilidade por ataques na região.
Pontos principais
- Abbas Araghchi declarou que o conflito no Iêmen e as tensões no Estreito de Bab al-Mandab exigem uma solução diplomática.
- O governo iraniano negou qualquer participação nos incidentes marítimos recentes que afetam rotas de exportação.
- A declaração ocorre em meio à escalada de ataques dos rebeldes houthis contra instalações da Aramco na Arábia Saudita.
- O governo dos EUA, sob a gestão de Donald Trump, avalia novas estratégias regionais diante da instabilidade no fornecimento global de petróleo.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, defendeu publicamente a necessidade de diálogo para solucionar o conflito no Iêmen. Em declaração oficial, o chanceler afirmou que não existe uma solução militar viável para a crise iemenita nem para as tensões crescentes no Estreito de Bab al-Mandab, rejeitando categoricamente qualquer responsabilidade de Teerã pelos incidentes marítimos recentes. A posição iraniana surge em um momento de alta volatilidade, marcado por ataques de rebeldes houthis a refinarias da Aramco na Arábia Saudita, que elevaram o preço do barril de petróleo Brent acima de US$ 100. Enquanto a administração do presidente Donald Trump avalia respostas à intensificação da ofensiva na região, a retórica de Araghchi busca distanciar o Irã das ações dos insurgentes, em um cenário onde a segurança das rotas de exportação sauditas permanece sob ameaça constante.
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