Irã envia militares e armas ao Iêmen para fortalecer rebeldes Houthis
O Irã enviou secretamente comandantes da Guarda Revolucionária e armamentos ao Iêmen para apoiar os Houthis em meio à escalada de ataques no Mar Vermelho.
Pontos principais
- O envio de militares e equipamentos ocorreu em um voo da Mahan Air em 13 de julho, desviado para Hodeidah.
- A operação visa fortalecer os Houthis na retomada de hostilidades contra os Estados Unidos e aliados regionais.
- O grupo rebelde Houthi intensificou ataques a navios comerciais e declarou um bloqueio naval contra a Arábia Saudita.
- O bloqueio do Estreito de Bab el-Mandeb elevou o preço do petróleo Brent para patamares acima de US$ 100 por barril.
- O presidente Donald Trump ameaçou utilizar ativos iranianos congelados para compensar danos a embarcações atacadas.
- Forças americanas realizam ataques noturnos contra alvos militares no Irã pelo 13º dia consecutivo.
- O Irã ameaçou interromper o fornecimento de energia e o fluxo de petróleo no Golfo Pérsico como retaliação.
O Irã intensificou seu envolvimento no conflito regional ao enviar secretamente comandantes da Guarda Revolucionária e armamentos para o Iêmen. A operação, realizada via voo da Mahan Air, tem como objetivo principal fortalecer o grupo rebelde Houthi, que retomou ataques contra navios mercantes e declarou um bloqueio naval estratégico no Mar Vermelho. Essa movimentação marca uma nova etapa na tensão entre Teerã e Washington, expandindo a frente de combate para rotas marítimas vitais para o comércio global.
Em resposta à escalada, o presidente Donald Trump afirmou que pretende utilizar ativos iranianos congelados sob controle dos EUA para compensar os danos causados às embarcações atacadas. Enquanto as forças americanas mantêm uma campanha de ataques noturnos contra alvos militares iranianos pelo 13º dia consecutivo, o mercado global de energia reage com preocupação. O bloqueio do Estreito de Bab el-Mandeb impulsionou o preço do petróleo Brent para acima de US$ 100, gerando alertas sobre o impacto na inflação mundial e na estabilidade das cadeias logísticas.
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