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Brasil avalia recurso à OMC contra tarifas dos EUA como simbólico

Diplomatas brasileiros consideram que levar a disputa tarifária à OMC terá efeito prático nulo, enquanto empresários defendem o diálogo diplomático.

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Foto: G1 Política
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25/07 às 04:45 · atualizado 14:02

Pontos principais

  • O governo dos EUA impôs uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, elevando a carga acumulada para 37,5%.
  • O Palácio do Planalto planeja acionar a OMC e a Lei de Reciprocidade como resposta à medida americana.
  • Diplomatas admitem que o recurso à OMC servirá apenas para marcar posição política, dado que o órgão de apelação está paralisado desde 2019.
  • Entidades como CNI, Abimaq e Amcham Brasil pressionam contra retaliações, priorizando negociações bilaterais.
  • A administração de Donald Trump justifica as tarifas com alegações sobre trabalho forçado e disputas de propriedade intelectual.
  • Setores como calçados, máquinas e plásticos são os mais impactados pela perda de competitividade no mercado americano.
  • Empresas brasileiras buscam diversificar mercados para mitigar os impactos financeiros das novas barreiras comerciais.

O governo brasileiro prepara uma contestação formal na Organização Mundial do Comércio (OMC) em resposta ao recente aumento de tarifas imposto pela administração de Donald Trump. A medida, que eleva a sobretaxa acumulada sobre produtos brasileiros para 37,5%, atingiu setores estratégicos como calçados, máquinas e produtos químicos. No entanto, fontes diplomáticas avaliam que a iniciativa terá caráter meramente simbólico. A eficácia de um painel na OMC é questionada devido à paralisia do órgão de apelação da entidade, que não funciona desde 2019 por decisão do próprio governo americano, tornando o recurso uma ferramenta de marcação de posição política em vez de uma solução concreta para o conflito comercial. Paralelamente, o setor privado brasileiro tem adotado uma postura cautelosa. Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Amcham Brasil manifestaram preocupação com o agravamento das tensões e defendem que o governo priorize o diálogo diplomático em vez de medidas de retaliação comercial. Enquanto buscam compensações internas, como a ampliação do programa Reintegra, empresas nacionais também intensificam esforços para diversificar seus mercados consumidores e reduzir a dependência das exportações para os Estados Unidos diante do novo cenário de barreiras tarifárias.

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