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Nova política tarifária de Trump eleva impostos sobre produtos brasileiros

A revisão tarifária dos EUA aumenta a carga sobre o Brasil para 17,7%, enquanto países europeus obtêm exceções estratégicas e condições favoráveis.

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Foto: InvestNews
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24/07 às 12:15 · atualizado há 10min

Pontos principais

  • A tarifa efetiva média sobre produtos brasileiros subiu de 11% para 17,7% sob a nova gestão de Donald Trump.
  • O Brasil enfrenta uma desvantagem competitiva de 7,5 pontos percentuais em relação a concorrentes internacionais no mercado americano.
  • Países europeus, como Alemanha e Itália, registraram queda nas tarifas efetivas devido a exceções estratégicas negociadas.
  • A nova estrutura tarifária americana utiliza regras específicas por país para evitar contestações judiciais globais.
  • Especialistas alertam que o alívio tarifário concedido a certas nações pode ser uma medida de curto prazo.

A nova política comercial implementada pelo governo de Donald Trump gerou impactos assimétricos entre os parceiros comerciais dos Estados Unidos. Enquanto nações europeias garantiram termos mais favoráveis, o Brasil foi severamente afetado, com sua tarifa efetiva média saltando para 17,7% após a aplicação de sobretaxas baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Essa mudança na estrutura tarifária, que prioriza regras específicas por país em vez de uma cobrança uniforme, visa fortalecer a agenda protecionista americana e evitar derrotas em tribunais internacionais. Embora a China mantenha a maior tarifa efetiva média, atingindo 27,2%, a perda de competitividade brasileira preocupa analistas, que ressaltam que o cenário atual de disparidade comercial pode sofrer alterações conforme as negociações bilaterais evoluam nos próximos meses.

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