Brasil aguarda definição dos EUA sobre possível acúmulo de nova tarifa
O governo brasileiro monitora se uma nova alíquota de 12,5% será somada à sobretaxa de 25% já vigente sobre produtos nacionais, com anúncio esperado para sexta-feira.
Pontos principais
- A administração de Donald Trump avalia a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre importações brasileiras.
- O governo brasileiro busca clareza sobre a cumulatividade dessa nova taxa com a sobretaxa de 25% que entrou em vigor nesta quarta-feira.
- A decisão oficial dos Estados Unidos sobre o possível acúmulo tarifário está prevista para ser anunciada na próxima sexta-feira.
- Setores como etanol, máquinas agrícolas e papel já enfrentam a taxação de 25%, impactando cerca de US$ 11 bilhões em exportações.
- O governo brasileiro estuda acionar a Lei de Reciprocidade, mas mantém cautela para evitar danos reflexos à economia nacional.
- Autoridades americanas justificam as medidas citando barreiras comerciais brasileiras, incluindo o Pix e a regulação de plataformas digitais.
O governo brasileiro está em compasso de espera por uma definição da administração de Donald Trump quanto à possível cumulatividade de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos nacionais. A medida, caso confirmada, seria somada à sobretaxa de 25% que passou a vigorar nesta quarta-feira (22), elevando a pressão sobre o setor exportador brasileiro. O anúncio oficial por parte das autoridades americanas é aguardado para a próxima sexta-feira, gerando incerteza sobre o impacto final nas relações comerciais bilaterais.
A atual política protecionista dos Estados Unidos tem como justificativa oficial a existência de supostas barreiras comerciais impostas pelo Brasil, com foco específico na regulação de plataformas digitais e no funcionamento do sistema de pagamentos Pix. O governo brasileiro, por sua vez, contesta as alegações, classificando as ações como uma interferência indevida em assuntos soberanos. O impacto estimado das tarifas já vigentes sobre as exportações nacionais pode atingir até US$ 11 bilhões, afetando setores estratégicos como o de máquinas agrícolas, etanol e papel.
Diante do cenário de escalada tarifária, o governo brasileiro avalia estratégias de resposta, incluindo o uso da Lei de Reciprocidade. O ministro Márcio Elias Rosa declarou que o país adotará medidas de retaliação apenas quando necessário, priorizando uma análise técnica para evitar prejuízos à própria economia. Enquanto aguarda a definição sobre o acúmulo das alíquotas, o Brasil observa um redirecionamento de suas exportações para outros mercados, como a China, em meio à instabilidade gerada pela política comercial da gestão Trump.
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