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Defesa de Bolsonaro recorre ao STF contra proibição de visitas

Advogados contestam decisão de Alexandre de Moraes que restringiu visitas e manifestações políticas do ex-presidente durante sua prisão domiciliar.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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24/07 às 17:45 · atualizado 22:32

Pontos principais

  • A defesa de Jair Bolsonaro apresentou um agravo regimental ao STF contra as restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes.
  • A decisão original proibiu visitas com fins político-eleitorais até o fim das eleições de 2026.
  • O ministro também suspendeu o direito de visitas por 30 dias após a divulgação de uma carta de Bolsonaro pelo senador Flávio Bolsonaro.
  • Os advogados argumentam que as medidas configuram censura prévia e violam a liberdade de pensamento e manifestação.
  • A defesa solicita a reconsideração da decisão ou o julgamento do recurso pela Primeira Turma do STF.
  • O recurso cita o caso do presidente Lula em 2018 como precedente para permitir a comunicação política de presos.
  • Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após condenação de 27 anos e três meses no processo da trama golpista.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar as restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes. A decisão, que limita o recebimento de visitas com fins político-eleitorais e proíbe a divulgação de manifestos, foi motivada pela publicação de uma carta escrita por Bolsonaro, veiculada nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro. Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado a 27 anos e três meses de reclusão no processo que investiga a trama golpista.

No documento, os advogados sustentam que as restrições configuram uma forma de silenciamento político desproporcional e sem respaldo constitucional, argumentando que a suspensão dos direitos políticos não autoriza a supressão da liberdade de pensamento. A defesa busca a reconsideração imediata das medidas ou, subsidiariamente, que o caso seja submetido ao plenário da Primeira Turma do STF. Para reforçar o pedido, os defensores compararam a situação com o tratamento dado ao presidente Lula em 2018, quando o petista pôde manter comunicações políticas enquanto estava detido, alegando que o ex-presidente Bolsonaro estaria sofrendo um tratamento diferenciado pelo Judiciário.

Fonte primária

STF / Gabinete Min. Alexandre de Moraes

STF — Execução Penal (EP) 169: decisão de 17/7/2026 (Min. Alexandre de Moraes) e agravo regimental da defesa (Petição 94423, 24/7/2026)

Na decisão de 17/7/2026 nos autos da EP 169, o relator Alexandre de Moraes determinou, por descumprimento de medida cautelar no regime de prisão domiciliar humanitária: (1) suspensão do direito de visita de Jair Bolsonaro por 30 dias (art. 41, X da LEP), ressalvadas visitas médicas, fisioterapêuticas e de advogados — medida que não se aplica a Flávio Bolsonaro, cuja suspensão de visitas, por conduta específica (divulgação de carta do ex-presidente nas redes), já havia sido fixada em 90 dias por decisão de 13/7/2026; e (2) proibição, em razão da suspensão dos direitos políticos de Bolsonaro (art. 15, III da CF), de visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições gerais de 2026 e de divulgação de manifestos político-eleitorais por qualquer meio, inclusive por terceiros. Moraes ressalvou que o descumprimento de qualquer condição pode levar à reavaliação do benefício, inclusive reversão para regime fechado. Em 20/7/2026 a defesa já havia interposto um primeiro agravo regimental (Petição 92509) contra a medida; o andamento processual público do STF registra um segundo agravo regimental protocolado em 24/7/2026 (Petição 94423, às 16h29 de Brasília), com petição de manifestação associada (94436) — ambos ainda pendentes de julgamento pelo relator.

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