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Trump assina acordo nuclear que permite enriquecimento de urânio na Arábia Saudita

O pacto de cooperação nuclear visa fins civis e condiciona a parceria à normalização das relações diplomáticas entre o reino saudita e Israel.

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Foto: Axios - Main
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23/07 às 09:02 · atualizado há 1min

Pontos principais

  • O acordo foi formalizado pelo secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e pelo príncipe saudita Abdulaziz bin Salman.
  • O pacto autoriza a Arábia Saudita a enriquecer urânio para combustível de programas nucleares civis, sob revisão do Congresso americano.
  • Donald Trump afirmou que a cooperação exige que o país adira aos Acordos de Abraão para normalizar laços com Israel.
  • A iniciativa busca evitar que a Arábia Saudita busque parcerias tecnológicas alternativas com a China ou a Rússia.
  • O documento inclui um protocolo de salvaguardas bilaterais, embora não exija a assinatura imediata do protocolo de inspeções surpresa da AIEA.

O presidente Donald Trump oficializou um acordo de cooperação nuclear com a Arábia Saudita, permitindo que o reino desenvolva capacidade para o enriquecimento de urânio destinado a fins civis. Assinado pelo secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e pelo príncipe Abdulaziz bin Salman, o pacto estabelece um protocolo de salvaguardas bilaterais e visa garantir que o país produza seu próprio combustível nuclear sob supervisão, evitando que o reino recorra a tecnologias fornecidas por potências como China ou Rússia.

Em declarações via Truth Social, Trump destacou que o compromisso está condicionado à normalização das relações diplomáticas entre a Arábia Saudita e Israel, alinhando-se aos Acordos de Abraão. Embora o governo apresente o acordo como um marco para a estabilidade regional, o tema gera debates sobre o poder de barganha dos EUA e a ausência de exigências para inspeções surpresa da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O anúncio ocorre em um momento de alta tensão geopolítica no Oriente Médio, marcado por ataques aéreos americanos contra instalações militares no Irã e instabilidade no Mar Vermelho.

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