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EUA isentam mais de 2.100 produtos brasileiros de nova tarifa de 12,5%

Governo americano publica lista de isenções para importações do Brasil, poupando itens como carne e suco de laranja da nova sobretaxa que entrou em vigor nesta sexta-feira.

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Foto: Times Brasil
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23/07 às 20:45 · atualizado 24/07 às 08:03

Pontos principais

  • A nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros passou a valer nesta sexta-feira (24).
  • A lista de isenções divulgada pelo governo dos EUA contempla mais de 2.100 itens específicos.
  • Produtos como carne bovina e suco de laranja foram preservados da nova taxação.
  • A medida faz parte de um pacote tarifário que atinge 60 países sob a gestão de Donald Trump.
  • Setores como calçados, máquinas e químicos permanecem sob a nova alíquota de 12,5%.
  • A carga tributária total para itens não isentos chega a 37,5%, somando-se a uma tarifa anterior de 25%.
  • O governo brasileiro contesta a justificativa americana de combate ao trabalho forçado e busca negociações.

O governo dos Estados Unidos oficializou, nesta sexta-feira (24), a entrada em vigor de uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros. Em paralelo à implementação da medida, as autoridades americanas divulgaram uma lista com mais de 2.100 itens que ficarão isentos da nova cobrança. Entre os produtos que não sofrerão o aumento tarifário estão commodities importantes para a balança comercial brasileira, como a carne bovina e o suco de laranja. A decisão integra uma estratégia mais ampla da administração do presidente Donald Trump, que impôs tarifas entre 10% e 12,5% a 60 países sob a justificativa de combater práticas de trabalho forçado.

Apesar das isenções, setores como o de calçados, máquinas e componentes químicos seguem impactados pela nova taxação, que, somada a uma tarifa prévia de 25%, eleva a carga tributária total para 37,5% em certos segmentos. O governo brasileiro classificou a medida como indevida e contestou os fundamentos apresentados por Washington, sinalizando que pode recorrer à Lei de Reciprocidade Econômica como resposta comercial. Enquanto o Ministério da Fazenda e o Ministério do Desenvolvimento buscam vias diplomáticas para reverter o cenário, o governo federal anunciou o acesso a R$ 18,5 bilhões em crédito via programa Brasil Soberano para auxiliar as empresas afetadas pelo novo cenário protecionista.

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