Estudo da USP aponta falhas no suporte estatal a famílias de vítimas de feminicídio
Pesquisa revela que o Estado brasileiro falha em oferecer proteção e reparação aos familiares de vítimas de feminicídio após o crime.
Pontos principais
- Estudo da USP identifica a inexistência de uma rede de apoio estatal eficaz para sobreviventes.
- O sistema de justiça prioriza a condenação do agressor, negligenciando o impacto psicológico nos entes queridos.
- A ausência de políticas públicas de reparação agrava o trauma vivido pelas famílias das vítimas.
- Pesquisadores apontam que o abandono estatal impede a recuperação social e emocional dos sobreviventes.
Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) expõe as graves lacunas no suporte oferecido pelo Estado brasileiro às famílias de vítimas de feminicídio. O levantamento indica que, embora o sistema de justiça concentre esforços na condenação dos agressores, existe um abandono institucional em relação aos sobreviventes, que enfrentam o trauma sem o respaldo de políticas públicas de proteção ou reparação. Segundo os pesquisadores, essa negligência estatal perpetua o sofrimento dos familiares e evidencia a falta de uma rede de apoio estruturada para lidar com as consequências sociais e psicológicas do crime. A análise ressalta a urgência de políticas que transcendam a esfera penal e garantam suporte integral aos entes queridos, que frequentemente se veem desamparados após a perda violenta de seus familiares.
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