Mulheres em assentamentos rurais criam redes de apoio contra isolamento
Pesquisa da USP mostra que mulheres do campo formam redes comunitárias para superar a falta de acesso ao sistema de justiça e barreiras de gênero.
Pontos principais
- Estudo da FDRP-USP analisa os desafios de mulheres em assentamentos rurais.
- O isolamento geográfico e a precariedade de serviços públicos dificultam o acesso ao Poder Judiciário.
- Barreiras institucionais e de gênero impedem a busca formal por direitos nessas regiões.
- Redes de solidariedade comunitária são utilizadas como alternativa para a resolução de conflitos cotidianos.
Uma pesquisa conduzida pela Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP revelou que mulheres residentes em assentamentos rurais têm estabelecido redes de apoio comunitário como estratégia de sobrevivência e resolução de conflitos. O estudo aponta que o isolamento geográfico, somado à escassez de serviços públicos e a barreiras institucionais, cria um cenário de exclusão que afasta essas populações do sistema de justiça formal. Diante da dificuldade de acessar órgãos oficiais, as mulheres recorrem à solidariedade entre pares para enfrentar desigualdades de gênero e precariedades estruturais. A iniciativa destaca a interseção entre a vulnerabilidade territorial e a necessidade de mecanismos informais de proteção social, evidenciando como a organização coletiva atua para suprir a ausência do Estado na garantia de direitos básicos em áreas rurais brasileiras.
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