EUA podem aplicar tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros
Governo brasileiro antecipa nova sobretaxa americana motivada por falhas na fiscalização contra o trabalho forçado no país.
Pontos principais
- A tarifa de 12,5% baseia-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA.
- Investigação americana aponta falta de proibição legal efetiva para bens produzidos com trabalho forçado no Brasil.
- O governo brasileiro avalia se a nova medida será cumulativa com a tarifa de 25% já existente.
- A decisão final sobre a aplicação da sobretaxa deve ser divulgada pelo governo Trump na próxima semana.
O governo brasileiro está em alerta diante da possibilidade de o governo dos Estados Unidos aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos importados do Brasil. A medida, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, é uma resposta a um relatório americano que aponta falhas na fiscalização e na proibição legal de mercadorias produzidas sob condições de trabalho forçado no território brasileiro. O ministro Márcio Elias Rosa indicou que a confirmação da sobretaxa é aguardada para a próxima semana. Caso seja implementada, a nova tarifa pode elevar a carga tributária total sobre exportações brasileiras para 37,5%, gerando preocupações no setor produtivo nacional sobre a competitividade dos produtos no mercado americano e possíveis impactos negativos na balança comercial entre as duas nações.
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