Israel mantém tropas em zonas de segurança apesar de pedido de Trump
O governo israelense informou aos EUA que manterá presença militar no Líbano, Síria e Gaza, desafiando a solicitação de retirada do presidente Trump.
Pontos principais
- O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, comunicou a decisão ao secretário de Guerra americano, Pete Hegseth.
- A medida contraria o pedido direto do presidente Donald Trump para a retirada das forças israelenses da Síria e do Líbano.
- Israel justifica a permanência como uma estratégia necessária para conter ameaças de grupos jihadistas nas fronteiras.
- A decisão frustra negociações recentes em Roma, mediadas pelos EUA, que buscavam implementar zonas-piloto para a retirada gradual das tropas.
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu cancelou uma viagem oficial a Washington, citando o adiamento do funeral do senador Lindsey Graham.
O governo de Israel oficializou aos Estados Unidos a decisão de manter tropas em zonas de segurança localizadas no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza. A medida foi comunicada pelo ministro da Defesa, Israel Katz, ao secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, e representa um ponto de divergência com a administração do presidente Donald Trump, que havia solicitado pessoalmente ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a retirada das forças israelenses daquelas regiões. Segundo autoridades israelenses, a presença militar é indispensável para garantir a proteção das fronteiras contra incursões de grupos jihadistas. O anúncio ocorre após o fracasso de negociações em Roma, que buscavam estabelecer zonas-piloto para a desmobilização gradual. Em meio à tensão diplomática, Netanyahu cancelou sua viagem prevista para Washington, justificando o adiamento pelo funeral do senador Lindsey Graham.
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