Brasil lidera ranking de aumento de tarifas impostas pelos EUA
Desde janeiro de 2025, o Brasil tornou-se o país mais afetado pela política comercial protecionista do governo Trump, com tarifas subindo para 14,42%.
Pontos principais
- A tarifa efetiva média sobre produtos brasileiros saltou de 1,19% em janeiro de 2025 para 14,42% em julho de 2026.
- O governo dos EUA impôs recentemente uma alíquota adicional de 25% sobre diversos itens importados do Brasil.
- A medida integra uma estratégia mais ampla da administração Trump de utilizar a Seção 301 da Lei de Comércio para contornar decisões judiciais.
- O aumento tarifário impacta diretamente a competitividade das exportações brasileiras no mercado americano.
O Brasil consolidou-se como o país que registrou o maior aumento de tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos desde o início do segundo mandato de Donald Trump. Dados recentes indicam que a tarifa efetiva média aplicada aos produtos brasileiros cresceu de forma expressiva, saltando de 1,19% no início de 2025 para 14,42% em julho de 2026. A elevação, que inclui uma nova taxa de 25% sobre diversos bens, coloca o país no topo da lista dos parceiros comerciais mais afetados pela atual política protecionista da Casa Branca.
A mudança na dinâmica comercial ocorre em um momento em que a administração Trump busca alternativas legais para contornar decisões da Suprema Corte, que derrubou tarifas abrangentes no início de 2025. Utilizando a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, o governo americano tem justificado as novas barreiras sob o argumento de combater práticas comerciais injustas, trabalho forçado e excesso de produção industrial global. Para o Brasil, a escalada tarifária representa um desafio significativo para a manutenção da competitividade de seus produtos no mercado americano, alterando as perspectivas de exportação no curto e médio prazo.
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