Kevin Warsh reafirma independência do Fed frente a Donald Trump
O presidente do Fed declarou ao Senado que não cederá a pressões políticas e manterá a autonomia da instituição nas decisões de política monetária.
Pontos principais
- Kevin Warsh afirmou ter reforçado sua independência em conversas diretas com o presidente Donald Trump.
- O chair do Fed declarou que recusaria qualquer solicitação imprópria do Executivo que comprometesse a instituição.
- Warren Buffett elogiou a nomeação de Warsh, destacando a importância da autonomia do banco central no controle da inflação.
- Warsh defendeu a confidencialidade de suas comunicações com o governo, evitando detalhes sobre conversas privadas.
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, reafirmou seu compromisso com a autonomia da autoridade monetária durante audiência no Senado. Em resposta a questionamentos sobre a relação com o governo, Warsh declarou que deixou claro ao presidente Donald Trump, de forma repetida, que o banco central manterá sua independência. O dirigente assegurou que não houve tentativas de interferência direta nas políticas da instituição e enfatizou que qualquer solicitação considerada inadequada seria prontamente recusada, independentemente da origem da pressão.
A postura de Warsh recebeu apoio de figuras influentes do mercado, como o megainvestidor Warren Buffett. Em entrevista à CNBC, Buffett elogiou a escolha de Warsh para o cargo, ressaltando que a liderança do Fed exige foco estrito no controle da inflação e na preservação do emprego, mesmo que isso resulte em atritos com o Executivo. O investidor citou a trajetória de Paul Volcker como benchmark de independência, reforçando que a credibilidade do banco central depende de sua capacidade de resistir a pressões políticas em prol da estabilidade econômica de longo prazo.
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