Mercados globais recuam à espera do anúncio do novo presidente do Federal Reserve, com Kevin Warsh cotado, gerando incerteza sobre a política monetária e impactando ativos como ouro e Bitcoin. Warsh, ex-diretor do Fed, é visto como alinhado a Trump na redução de juros.
A expectativa em torno da nomeação para a presidência do Federal Reserve ganhou força, com Donald Trump confirmando a indicação de Kevin Warsh para o cargo. Warsh, ex-governador do Fed e ex-diretor do conselho entre 2006 e 2011, é considerado o favorito e sua indicação é vista como um fator de diminuição da incerteza nos mercados globais, apesar da reação inicial negativa em Wall Street. Economistas avaliam que Warsh, apesar de seu perfil jovem, firme e conservador, é um nome de 'credibilidade institucional' e não 'disruptivo', o que pode ser bem recebido pelo mercado. Sua postura 'hawkish' no combate à inflação e seu foco no balanço do Fed podem resultar em uma taxa terminal de juros mais baixa nos Estados Unidos, beneficiando mercados emergentes como o Brasil no médio e longo prazo, e aumentando a atratividade do carry trade. Trump tem pressionado publicamente o Fed por cortes nas taxas de juros, criticando o atual presidente Jerome Powell, e Warsh alinhou-se recentemente com posições do governo Trump, defendendo cortes de juros mais rápidos.
A possível indicação de Warsh, que defende cortes de juros mais rápidos e uma redução mais agressiva do balanço do Fed, já provocou forte volatilidade e reações nos mercados. Houve alta do dólar, elevação dos rendimentos dos Treasuries e queda de ativos como ouro e Bitcoin, além de quedas em índices asiáticos e futuros nos EUA. As ações dos EUA, incluindo Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq Composite, registraram quedas após a notícia, e o índice de volatilidade CBOE, conhecido como 'medidor do medo', registrou alta. Bolsas globais, como as de Xangai e Hong Kong, também apresentaram desempenho negativo, lideradas por empresas ligadas ao ouro. Warsh é reconhecido como especialista em política monetária e mercados financeiros globais, com carreira em governo, academia e setor privado, tendo atuado no Morgan Stanley e no governo George W. Bush como assistente especial para política econômica. Seu alinhamento político com Donald Trump se intensificou, endossando a agenda econômica do governo e as críticas ao Fed de Jerome Powell. Ele construiu sua reputação durante a crise financeira de 2008 e possui trânsito em Washington e Wall Street.
Warsh, de 55 anos, foi o diretor mais jovem do Fed, ingressando em 2006 aos 35 anos, e atuou durante a crise financeira de 2008-2009. Ele concorda com Trump sobre a necessidade de reduzir as taxas de juros, embora já tenha sido considerado um 'falcão' da inflação durante seu mandato no Fed. Warsh critica o Fed por exceder seus mandatos e defende a independência da instituição, mas com reformas na sua política monetária. Ele defende uma 'mudança de regime' na política monetária, o que pode levar as taxas a patamares entre 2,5% e 2,75%. A justificativa para cortes maiores pode ser a produtividade da Inteligência Artificial, embora alguns economistas questionem seu impacto inflacionário. A indicação ocorre em um momento em que os preços ao produtor nos EUA aumentaram mais do que o esperado em dezembro, indicando uma possível aceleração da inflação, e o Federal Reserve manteve os custos dos empréstimos, interrompendo um ciclo de afrouxamento que apoiava as ações dos EUA. A confirmação de sua indicação, contudo, ainda dependerá da sabatina no Senado, onde há ameaças de bloqueio por parte de republicanos. Outros nomes como Rick Rieder, Christopher Waller e Kevin Hassett também foram considerados por Trump para o cargo. A independência do Fed é considerada crucial para o controle da inflação, e a escolha do novo presidente do Fed é estratégica, influenciando diretamente os juros, a inflação e o ritmo da economia dos EUA e, consequentemente, os mercados globais.
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