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Preço do ouro recua 0,44% com tensões entre EUA e Irã

O ouro fechou em queda nesta quarta-feira, pressionado pelo conflito no Oriente Médio, apesar de dados de inflação ao produtor nos EUA abaixo do esperado.

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Foto: Times Brasil
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15/07 às 15:45 · atualizado 20:31

Pontos principais

  • O contrato de ouro para agosto encerrou o dia cotado a US$ 4.051,80 por onça-troy na Comex.
  • A escalada das tensões entre Washington e Teerã, com ameaças de novos ataques americanos, pesou sobre o sentimento do mercado.
  • O índice de preços ao produtor (PPI) dos EUA recuou mais do que o esperado, oferecendo um alívio temporário ao metal.
  • O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, descreveu os indicadores de inflação recentes como dados imperfeitos para a política monetária.
  • Analistas da ANZ alertam para possíveis novas quedas caso as expectativas de aperto monetário pelo Fed permaneçam elevadas.
  • A instabilidade geopolítica no Oriente Médio continua a atuar como um fator de risco, influenciando a demanda por ativos de refúgio.

O preço do ouro encerrou a sessão desta quarta-feira com uma queda de 0,44%, refletindo um cenário de incertezas que equilibra dados econômicos favoráveis e riscos geopolíticos crescentes. Embora o índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos tenha apresentado um recuo superior ao esperado, o que geralmente beneficiaria o metal precioso ao reduzir as apostas de aumentos agressivos nas taxas de juros, o mercado reagiu negativamente à deterioração das relações entre Estados Unidos e Irã. A promessa de novos ataques americanos contra instalações elétricas iranianas elevou a aversão ao risco, pressionando o ativo.

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, manteve uma postura cautelosa, classificando os indicadores de inflação recentes como imperfeitos para a tomada de decisões sobre a política monetária. Esse posicionamento, somado à volatilidade gerada pela crise no Oriente Médio, mantém os investidores em alerta quanto à trajetória futura dos juros americanos. Analistas do mercado financeiro, incluindo especialistas da ANZ, ressaltam que a combinação entre a alta dos custos energéticos e a instabilidade regional pode complicar a estratégia do Fed, mantendo o ouro sob pressão no curto prazo enquanto o mercado busca clareza sobre o próximo ciclo de aperto monetário.

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