Ouro acumula queda de 26% e perde atratividade no mercado global
Pressionado por juros altos nos EUA e migração para ativos de risco, o ouro recuou 26% desde sua máxima histórica, atingindo US$ 4.165 a onça.
Pontos principais
- O preço da onça do ouro caiu de US$ 5.600 para cerca de US$ 4.165 em cinco meses.
- A política monetária restritiva nos EUA e o fortalecimento do dólar reduziram a demanda pelo metal como ativo de proteção.
- Investidores realocaram capital para ações de tecnologia, inteligência artificial e o IPO da SpaceX.
- Bancos centrais mantêm planos de expansão de reservas, com 45% prevendo compras adicionais no próximo ano.
- Instituições como Goldman Sachs e JPMorgan revisaram para baixo as projeções de preço para 2026.
O mercado de ouro enfrenta um período de forte desvalorização, acumulando uma queda de 26% em relação ao seu pico histórico recente. O movimento é impulsionado pela política monetária restritiva conduzida nos Estados Unidos, que elevou as taxas de juros e fortaleceu o dólar, tornando o metal menos competitivo como reserva de valor. Com a mudança no apetite ao risco, investidores têm migrado recursos do ouro para setores de maior crescimento, como inteligência artificial e o aguardado IPO da SpaceX. Apesar da desvalorização no curto prazo, o cenário institucional permanece resiliente. Cerca de 45% dos bancos centrais globais planejam ampliar suas reservas de ouro nos próximos 12 meses, sinalizando que, embora o metal tenha perdido o protagonismo imediato entre investidores privados, ele ainda é visto como um componente estratégico para a estabilidade de longo prazo das reservas soberanas.
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