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Preço do ouro sobe 1% com queda do petróleo e expectativa pelo Fed

O metal precioso avançou após recuo nos preços do petróleo e cautela dos investidores antes da divulgação da ata da reunião do Federal Reserve.

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Foto: Times Brasil
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06/07 às 12:45 · atualizado 21:32

Pontos principais

  • O contrato do ouro para agosto fechou em alta de 1,01%, cotado a US$ 4.167,5 por onça-troy na Comex.
  • A prata acompanhou o movimento e registrou valorização de 2,10%, atingindo US$ 62,330 por onça-troy.
  • A queda nos preços do petróleo, motivada por um acordo entre EUA e Irã, aliviou pressões inflacionárias imediatas.
  • Investidores aguardam a ata do Fomc em busca de diretrizes sobre a trajetória dos juros americanos.
  • O ouro acumula queda de 26% em relação à sua máxima histórica, pressionado pela política monetária restritiva.
  • Analistas divergem sobre o impacto dos rendimentos dos títulos de curto prazo na continuidade da valorização do metal.
  • Apesar da desvalorização recente, 45% dos bancos centrais planejam aumentar suas reservas de ouro nos próximos 12 meses.

O mercado de ouro apresentou recuperação nesta segunda-feira, com o metal precioso fechando em alta de 1,01% na Comex. O movimento foi impulsionado principalmente pela queda nos preços do petróleo, após um acordo diplomático entre os Estados Unidos e o Irã, o que reduziu as preocupações imediatas com a inflação global. Além disso, o mercado mantém um tom de cautela enquanto aguarda a divulgação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), buscando pistas sobre os próximos passos da política monetária conduzida pelo Federal Reserve sob a gestão do presidente Donald Trump.

Apesar da alta pontual, o cenário de longo prazo para o ouro permanece desafiador. O ativo acumula uma desvalorização de 26% desde sua máxima histórica, pressionado pelo fortalecimento do dólar e pela migração de capital para setores como tecnologia e inteligência artificial. Enquanto grandes instituições financeiras revisaram suas projeções para baixo, o interesse dos bancos centrais persiste, com quase metade das entidades globais sinalizando intenção de ampliar suas reservas de ouro no próximo ano, mantendo o metal como um componente estratégico de proteção em meio à incerteza econômica.

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