Preço do ouro recua 2,45% com alta do petróleo e juros nos EUA
O metal precioso caiu para US$ 4.050,20 a onça-troy, pressionado pela inflação global e pela expectativa de juros restritivos pelo Federal Reserve.
Pontos principais
- O contrato do ouro na Comex encerrou o dia cotado a US$ 4.050,20 por onça-troy.
- A valorização do petróleo Brent acima de US$ 100 por barril elevou temores inflacionários globais.
- O aumento nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano reduziu a atratividade do ouro como ativo de proteção.
- Investidores ampliaram apostas de que o Federal Reserve manterá uma política monetária restritiva para conter a inflação.
- No Brasil, a incerteza geopolítica e a pressão inflacionária elevaram as taxas dos DIs em toda a curva.
O preço do ouro registrou uma queda de 2,45% nesta quinta-feira, encerrando o pregão na Comex a US$ 4.050,20 por onça-troy. O movimento de desvalorização foi impulsionado pela disparada do petróleo Brent, que superou a marca de US$ 100 por barril em meio ao acirramento das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã. A alta nos custos de energia reacendeu preocupações globais com a inflação, levando o mercado a precificar uma postura mais rigorosa do Federal Reserve quanto à manutenção de juros elevados. Como o ouro não rende juros, a valorização dos títulos do Tesouro americano tornou o metal menos competitivo para investidores que buscam proteção em um cenário de aversão ao risco. O impacto foi sentido também no mercado financeiro brasileiro, onde as taxas dos DIs subiram em toda a curva, refletindo a cautela dos investidores e a redução das apostas para cortes na taxa Selic em setembro. Apesar da queda recente, analistas do banco UBS mantêm uma perspectiva positiva para o metal no longo prazo, projetando uma recuperação nos preços até o final do ano, ano à medida que o cenário macroeconômico se estabilize.
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