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XP muda modelo de negócios e foca em crédito corporativo

Com Selic elevada, XP transita de plataforma de investimentos para banco de atacado, buscando diversificar receitas e ampliar balanço.

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14/07 às 09:58

Pontos principais

  • A XP está migrando do modelo 'asset-light' para a expansão de crédito corporativo devido à Selic alta e concorrência bancária.
  • A estratégia é liderada por José Berenguer, com reforços de ex-executivos do Santander, C6 e Itaú.
  • O BTG Pactual mantém recomendação de compra para a XP, com preço-alvo de US$ 24,00.
  • As ações da XP são negociadas atualmente a cerca de 8x o P/L projetado para 2026, ante 30x no IPO de 2019.
  • Analistas alertam que a transição exige uma mudança cultural profunda e foco em gestão de riscos e alocação de capital.

A XP Inc. iniciou uma transição estratégica em seu modelo de negócios, afastando-se do foco exclusivo em corretagem e plataforma de investimentos para consolidar uma franquia de crédito e serviços bancários de atacado. A mudança, apontada por analistas do BTG Pactual, é uma resposta direta ao cenário de juros elevados e ao aumento da competição com bancos tradicionais, que tornaram o modelo original de plataforma 'asset-light' menos rentável no curto prazo. Para viabilizar a nova tese, a companhia tem reforçado sua estrutura com contratações de peso, incluindo o novo CFO Gustavo Alejo, ex-Santander, e especialistas vindos do C6 e Itaú, todos sob a liderança de José Berenguer.

Embora a transição prometa redefinir a tese de investimento da empresa, o mercado mantém cautela quanto à execução. A necessidade de transformar a cultura organizacional e a gestão de riscos, historicamente voltadas para a captação, representa um desafio de longo prazo. Apesar disso, o BTG Pactual avalia que o desconto atual nas ações, que hoje operam com múltiplos próximos aos de bancos tradicionais, já reflete essa nova realidade, justificando a recomendação de compra.

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