Indústria e governo defendem limite de 20 anos para patentes de remédios
Audiência na Câmara reforça manutenção do prazo de patentes farmacêuticas para evitar custos bilionários ao SUS com extensões judiciais.
Pontos principais
- Representantes da indústria e do governo rejeitam extensões no prazo de exclusividade de medicamentos.
- O limite de 20 anos é visto como essencial para a entrada de genéricos e biossimilares no mercado.
- Estudo do Ministério da Saúde estima impacto de até R$ 16,2 bilhões ao SUS caso prazos sejam estendidos.
- Setor farmacêutico nacional afirma que o período atual é suficiente para cobrir investimentos em P&D.
- Debate ocorre em meio a projetos de lei que tentam retomar mecanismos de extensão derrubados pelo STF em 2021.
Representantes do governo e da indústria farmacêutica nacional manifestaram-se, em audiência na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, pela manutenção do prazo de 20 anos para patentes de medicamentos. O setor argumenta que o período vigente é adequado para garantir o retorno dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, ao mesmo tempo em que assegura a entrada de genéricos e biossimilares no mercado, o que é fundamental para a sustentabilidade financeira do sistema público de saúde. A discussão ganha relevância diante de projetos de lei que buscam restabelecer mecanismos de extensão de prazos, anteriormente invalidados pelo Supremo Tribunal Federal em 2021. Segundo dados do Ministério da Saúde, a concessão de extensões judiciais pode gerar um impacto financeiro entre R$ 7,1 bilhões e R$ 16,2 bilhões aos cofres do SUS, pressionando o orçamento da pasta.
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