PGR nega delação de ex-presidente do BRB na Operação Compliance Zero
Paulo Gonet rejeitou a colaboração de Paulo Henrique Costa por falta de fatos inéditos e potencial de recuperação de ativos para a investigação.
Pontos principais
- A defesa de Paulo Henrique Costa obteve via Lei de Acesso à Informação o parecer que fundamentou a negativa da PGR.
- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, concluiu que a proposta não preenchia os requisitos legais necessários.
- A delação foi negada por não apresentar informações novas ou capacidade de recuperar valores desviados.
- O ex-presidente do BRB segue detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
- A investigação apura irregularidades no banco no âmbito da Operação Compliance Zero.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) indeferiu o acordo de colaboração premiada proposto por Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), no contexto da Operação Compliance Zero. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, justificou a negativa afirmando que a proposta não apresentava fatos inéditos nem demonstrava potencial para a recuperação de ativos, requisitos essenciais para a celebração do benefício jurídico. A defesa de Costa obteve acesso ao parecer oficial por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Atualmente, o ex-executivo permanece sob custódia no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, enquanto as autoridades continuam a apurar irregularidades ocorridas na instituição financeira durante sua gestão. A decisão reforça a postura rigorosa do Ministério Público Federal na análise de acordos de delação em investigações de crimes financeiros.
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