PGR rejeita acordo de delação premiada de ex-presidente do BRB
Paulo Gonet negou a delação de Paulo Henrique Costa por considerar a colaboração ineficaz e sem informações inéditas para a Operação Compliance Zero.
Pontos principais
- A PGR oficializou a recusa da delação premiada de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.
- O órgão concluiu que a proposta não trazia informações inéditas nem garantia o ressarcimento aos cofres públicos.
- Costa está preso desde abril, no âmbito da quarta fase da Operação Compliance Zero.
- O ex-executivo é suspeito de receber R$ 146,5 milhões em propina envolvendo o Banco de Brasília e o Banco Master.
- A defesa de Paulo Henrique Costa nega as acusações de irregularidades apontadas nas investigações.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, indeferiu formalmente a proposta de delação premiada apresentada pela defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). A decisão fundamentou-se na avaliação de que a colaboração apresentava reduzida utilidade para o avanço da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes envolvendo o BRB e a tentativa de compra do Banco Master. Segundo a PGR, a proposta carecia de elementos inéditos e não oferecia propostas concretas de ressarcimento ao erário, fatores determinantes para a rejeição do acordo.
Costa, que permanece detido desde abril após a quarta fase da operação da Polícia Federal, é investigado sob a suspeita de ter recebido R$ 146,5 milhões em propinas, parte em imóveis, em troca de favores ilícitos durante sua gestão. A defesa do ex-executivo sustenta a inocência de seu cliente e nega as irregularidades apontadas pelo Ministério Público Federal. Com o encerramento das tratativas de delação, a PGR prosseguirá com o inquérito utilizando outros meios de prova coletados ao longo do processo para sustentar as apurações sobre a administração da instituição financeira.
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