Mulheres da Amazônia adotam agroecologia contra mudanças climáticas
Agricultoras amazônicas utilizam sistemas agroflorestais e cadernetas para monitorar impactos climáticos e fortalecer a soberania alimentar local.
Pontos principais
- Mudanças nos ciclos de maturação de frutos, como o açaí, são causadas por secas e chuvas irregulares na região.
- Projeto da FASE Amazônia capacitou mulheres em 14 municípios paraenses desde 2023 em técnicas de agroecologia.
- Sistemas agroflorestais diversificam a produção e protegem o solo contra a dependência de monoculturas.
- Cadernetas agroecológicas permitem o monitoramento preciso dos ciclos produtivos e dos efeitos climáticos.
- A organização em cooperativas amplia a autonomia financeira e o acesso a mercados institucionais.
Mulheres de comunidades tradicionais na Amazônia estão implementando estratégias de adaptação para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Com o apoio de projetos como o da FASE Amazônia, iniciado em 2023, agricultoras de 14 municípios paraenses adotaram sistemas agroflorestais e o uso de cadernetas agroecológicas. Essas ferramentas permitem o monitoramento detalhado dos ciclos produtivos, que têm sofrido alterações devido à irregularidade das chuvas e períodos de seca prolongada, afetando diretamente a colheita de frutos como o açaí. A transição para práticas agroecológicas não apenas protege a biodiversidade do solo, reduzindo a dependência de monoculturas, mas também fortalece a soberania alimentar dessas comunidades. Ao se organizarem em associações e cooperativas, as agricultoras garantem maior autonomia financeira, viabilizando a comercialização de seus produtos em feiras locais e mercados institucionais, consolidando um modelo de resistência e sustentabilidade na região.
Comentários
Carregando comentários...
