Projetos de bioeconomia no Pará estão demonstrando o potencial de transformar áreas degradadas em sistemas produtivos sustentáveis, gerando renda e contribuindo para a restauração florestal na Amazônia. Iniciativas como a da Belterra Agroflorestas, que restaura pastagens em Canaã dos Carajás com sistemas agroflorestais de cacau, contam com o apoio de grandes empresas e instituições financeiras como a Vale e o BNDES. Paralelamente, a Embrapa desenvolve mais de 40 projetos na região, focados em produtos como guaraná, cacau, castanha e açaí, buscando produções agrícolas de baixo impacto de carbono.
Esses esforços se alinham à crescente importância da bioeconomia, que se baseia no uso sustentável de recursos naturais e é vista como uma alternativa crucial para o Brasil diante das mudanças climáticas. Com potencial de movimentar US$ 108 bilhões no país até 2050, a bioeconomia é fundamental para mitigar o risco de savanização da Amazônia e garantir a segurança hídrica nacional. Especialistas, no entanto, alertam para a necessidade de uma abordagem mais holística e inclusiva, que combine inovação científica com o conhecimento tradicional e garanta a inclusão social.
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