Brasil registra 1.347 mortes maternas em 2024 e busca reduzir taxa
Com taxa de 56,4 óbitos por 100 mil nascidos vivos, o país implementa a Rede Alyne para reduzir mortes maternas evitáveis até 2030.
Pontos principais
- O Brasil registrou 1.347 óbitos maternos em 2024, resultando em uma taxa de 56,4 mortes a cada 100 mil nascidos vivos.
- Dados da Opas indicam que nove em cada dez mortes maternas poderiam ser evitadas com assistência médica adequada.
- As principais causas de óbito incluem síndromes hipertensivas, hemorragias, infecções puerperais e complicações do aborto.
- O governo federal lançou a Rede Alyne, programa que visa reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027, com foco de 50% para mulheres negras.
O Brasil enfrenta um desafio crítico na saúde pública com a persistência de altas taxas de mortalidade materna. Em 2024, foram contabilizados 1.347 óbitos, o que representa uma razão de 56,4 mortes para cada 100 mil nascidos vivos. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a maioria dessas ocorrências é evitável, sendo causada majoritariamente por condições tratáveis como síndromes hipertensivas, hemorragias e infecções. Para reverter esse cenário, o governo federal instituiu a Rede Alyne, uma iniciativa estratégica que busca reduzir os índices em 25% até 2027, com uma meta mais ambiciosa de 50% para mulheres negras. Especialistas reforçam que a melhoria na qualidade do pré-natal e o acompanhamento rigoroso durante o puerpério são fundamentais para atingir o objetivo global de reduzir a mortalidade materna para 30 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos até 2030.
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