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Dólar fecha a R$ 5,13 com tensões entre EUA e Irã e foco no Fed

A moeda americana subiu 0,47% pressionada pela alta do petróleo e pela expectativa de juros mais altos nos EUA devido ao cenário geopolítico.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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13/07 às 09:45 · atualizado 18:03

Pontos principais

  • O dólar encerrou o pregão cotado a R$ 5,1323, uma alta de 0,47%.
  • A escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo globalmente.
  • O ouro recuou 2,62%, cotado a US$ 4.005,7, perdendo atratividade como ativo de segurança.
  • Investidores elevaram apostas em alta de juros pelo Federal Reserve em setembro.
  • O mercado aguarda a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA.
  • O índice DXY, que mede o dólar frente a moedas fortes, avançou 0,32% no mercado internacional.
  • No Brasil, o Boletim Focus trouxe revisões nas projeções de inflação, influenciando o câmbio.

O mercado financeiro brasileiro reagiu nesta segunda-feira ao agravamento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. A ameaça de bloqueios navais no Estreito de Ormuz, mencionada pelo presidente Donald Trump, provocou uma forte valorização do petróleo no mercado internacional. Esse cenário de incerteza aumentou a aversão ao risco, levando investidores a buscarem a proteção do dólar, que encerrou o dia cotado a R$ 5,1323, enquanto moedas de países emergentes perderam atratividade. Em contrapartida, o ouro, tradicionalmente visto como um porto seguro, registrou queda de 2,62% devido à percepção de que o conflito pode pressionar a inflação e forçar o Federal Reserve a manter uma política monetária mais restritiva.

A expectativa dos investidores agora está concentrada na divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que servirá como balizador para as próximas decisões de juros do Fed. Declarações recentes de membros do banco central americano reforçaram a possibilidade de um aperto monetário já em setembro, caso a inflação se mostre persistente. No cenário doméstico, o câmbio também foi influenciado pelas novas projeções do Boletim Focus, que ajustaram as expectativas de inflação no Brasil. A combinação de instabilidade externa e indicadores macroeconômicos locais mantém o mercado em estado de alerta, com foco na trajetória dos rendimentos dos Treasuries e na evolução do conflito no Oriente Médio.

Fontes primárias

U.S. Central Command (CENTCOM)

U.S. Forces to Resume Naval Blockade Against Iran

Comunicado oficial do CENTCOM publicado em 13/07/2026: por ordem direta do Comandante-em-Chefe, forças americanas retomam em 14/07 às 16h (horário do leste dos EUA) o bloqueio a embarcações que entrem ou saiam de portos e áreas costeiras do Irã. O CENTCOM afirma que vai reforçar o bloqueio contra navios em trânsito de/para portos iranianos, mantendo o fluxo normal para embarcações que não violem a medida. A implementação anterior do bloqueio (13 de abril a 18 de junho) redirecionou mais de 140 navios em conformidade, desativou nove navios não conformes e permitiu a passagem de mais de 50 embarcações de ajuda humanitária. O comunicado orienta navegadores a monitorar avisos aos navegantes (Notice to Mariners) e contatar forças navais dos EUA pelo canal 16 ao operar no Golfo de Omã e nas aproximações do Estreito de Ormuz.

Banco Central do Brasil

Focus - Relatório de Mercado, Expectativas de Mercado (10 de julho de 2026)

Edição do Boletim Focus divulgada pelo Banco Central em 13/07/2026 (com dados coletados até 10/07/2026): a mediana das projeções para o IPCA de 2026 caiu de 5,30% para 5,16%, enquanto a de 2027 subiu de 4,18% para 4,20%. A projeção para a Selic em 2026 subiu de 13,75% para 14,00% a.a. A estimativa de câmbio para o fim de 2026 permaneceu estável em R$ 5,20/US$ pela quarta semana seguida; para o fechamento de julho/2026, a mediana subiu de R$ 5,13 para R$ 5,15. A projeção de PIB para 2026 seguiu em 1,99%.

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