Congresso entra em recesso com pautas prioritárias pendentes
O Legislativo suspende atividades até agosto, adiando votações de projetos econômicos e sociais devido ao calendário eleitoral e impasses políticos.
Pontos principais
- O recesso parlamentar começa em 17 de julho, com retorno previsto apenas para agosto.
- Projetos como a atualização do MEI e a equiparação da misoginia ao racismo ficam para o segundo semestre.
- A PEC da Segurança e a proposta sobre a jornada de trabalho estão travadas por divergências entre o Senado e o governo.
- O calendário das eleições municipais deve reduzir o ritmo de votações no Congresso nos próximos meses.
- Lideranças buscam distensionar a relação com o Senado para destravar a agenda após o pleito de outubro.
O Congresso Nacional inicia seu recesso parlamentar nesta semana, deixando uma série de propostas relevantes sem votação. Entre os temas pendentes estão a atualização do limite de faturamento do MEI, a equiparação da misoginia ao racismo e pautas de grande impacto social, como a PEC da Segurança Pública e a discussão sobre a jornada de trabalho. O cenário é agravado por uma crise política entre o Senado e o Palácio do Planalto, que tem dificultado o avanço da agenda governista. Com o início das convenções partidárias e a proximidade das campanhas eleitorais, a tendência é que o ritmo legislativo permaneça reduzido nos próximos meses. Parlamentares devem priorizar atividades de campanha, postergando votações polêmicas para evitar desgastes eleitorais. A expectativa é que as negociações para destravar a pauta sejam retomadas apenas após as eleições de outubro.
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