Mendonça ordena apreensão de passaporte de publicitário ligado a Vorcaro
O ministro do STF atendeu a um pedido da PF para evitar risco de fuga de Thiago Miranda, investigado por coordenar ataques ao Banco Central.
Pontos principais
- O ministro André Mendonça determinou a apreensão do passaporte de Thiago Miranda neste sábado.
- A medida atende a um pedido da Polícia Federal, que identificou a compra de uma passagem aérea para os Estados Unidos pelo investigado.
- Miranda é suspeito de intermediar a contratação de influenciadores para atacar o Banco Central e jornalistas em favor de Daniel Vorcaro.
- Investigações apontam que o publicitário facilitou encontros entre o dono do Banco Master e o senador Flávio Bolsonaro.
- O investigado também teria atuado na intermediação de pagamentos para o patrocínio de um filme sobre a vida de Jair Bolsonaro.
- A ação integra a 10ª fase da Operação Compliance Zero, que apura crimes de organização criminosa e embaraço à investigação.
- A defesa de Thiago Miranda nega as irregularidades e afirma que ele segue à disposição das autoridades para colaborar com o processo.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda, figura central nas investigações sobre o Banco Master. A decisão, tomada neste sábado, atende a um requerimento da Polícia Federal, que apontou risco de fuga após identificar que o investigado havia adquirido uma passagem aérea com destino aos Estados Unidos. A medida ocorre no contexto da 10ª fase da Operação Compliance Zero, que apura a existência de uma suposta organização criminosa voltada à manipulação da opinião pública e ao embaraço de investigações oficiais.
Segundo as autoridades, Thiago Miranda atuava como um elo entre o banqueiro Daniel Vorcaro e influenciadores digitais contratados para difamar o Banco Central e intimidar jornalistas. Além das suspeitas de ataques coordenados, as investigações revelaram que o publicitário facilitou contatos entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro, além de ter participado da intermediação de recursos para o patrocínio de um filme sobre o presidente Jair Bolsonaro. Enquanto a Polícia Federal apura crimes de violação de dados sigilosos e formação de quadrilha, a defesa de Miranda nega qualquer prática ilícita, sustentando que o trabalho do publicitário era estritamente voltado à gestão de crise e à reconstrução da imagem do banqueiro.
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