Governo endurece regras para publicidade de bets no Brasil
Novas normas proíbem influenciadores de induzir apostas e exigem alertas sobre riscos financeiros e dependência a partir de julho de 2026.
Pontos principais
- Publicidade de apostas deverá exibir alertas claros sobre riscos de perda financeira e dependência.
- Comentaristas e influenciadores estão proibidos de induzir o público a apostar durante transmissões.
- Anúncios direcionados a crianças e adolescentes são terminantemente proibidos.
- Regras entram em vigor no dia 17 de julho de 2026, com prazo de uma semana para adaptação.
- Empresas infratoras podem sofrer multas de até R$ 14 milhões ou 20% do faturamento.
- Sanções incluem a suspensão de atividades ou a cassação da autorização de funcionamento.
- Governo intensifica o combate a plataformas ilegais, com mais de 56 mil sites retirados do ar.
O Ministério da Fazenda anunciou um pacote de medidas rigorosas para regulamentar a publicidade de apostas esportivas no Brasil. As novas diretrizes, que serão formalizadas por meio de duas portarias, visam mitigar os impactos sociais do setor e proteger o consumidor contra o vício em jogos. A partir de 17 de julho de 2026, todas as peças publicitárias deverão conter advertências obrigatórias sobre os riscos de perda de dinheiro e dependência, em um modelo de comunicação similar ao adotado para cigarros e bebidas alcoólicas. Além disso, fica proibido apresentar apostas como uma forma de investimento ou fonte de renda.
Uma das mudanças mais significativas é a proibição direta de que comentaristas esportivos e influenciadores digitais induzam o público a realizar apostas durante transmissões ou eventos. O governo estabeleceu uma política de tolerância zero para campanhas voltadas ao público infantojuvenil, reforçando a fiscalização nas redes sociais. A medida busca conter o crescimento desenfreado de palpites em eventos esportivos, que gerou preocupações sobre o endividamento das famílias brasileiras e a integridade do mercado.
O descumprimento das novas normas acarretará sanções severas, incluindo multas que podem chegar a R$ 14 milhões por infração ou até 20% do faturamento da empresa. Em casos de reincidência ou gravidade, o governo poderá suspender as atividades da operadora por 180 dias ou cassar definitivamente sua autorização de funcionamento. Paralelamente, o Ministério da Fazenda mantém uma força-tarefa em conjunto com o Ministério da Justiça para identificar e retirar do ar plataformas que operam sem a devida licença no país, reforçando o compromisso com a legalidade e a transparência do setor.
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