Inflação desacelera em junho e reforça expectativa de novos cortes na Selic
O IPCA de junho abaixo do esperado fortalece a aposta em corte da Selic em agosto, apesar dos riscos inflacionários vindos da alta do petróleo.
Pontos principais
- O IPCA de junho subiu 0,16%, resultado abaixo das projeções do mercado.
- A desaceleração dos núcleos e do índice de difusão reforça a eficácia da política monetária atual.
- Analistas projetam um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima reunião do Copom.
- Tensões geopolíticas entre EUA e Irã elevaram o preço do petróleo, gerando alerta sobre pressões inflacionárias futuras.
- O cenário fiscal e a volatilidade do câmbio permanecem como riscos para a ancoragem das expectativas de longo prazo.
A inflação brasileira registrou uma desaceleração inesperada em junho, com o IPCA avançando apenas 0,16%. O resultado, que superou as expectativas de mercado, foi impulsionado pela queda nos núcleos e no índice de difusão, consolidando o cenário para que o Banco Central mantenha o ciclo de redução da taxa Selic. A expectativa predominante entre analistas é de um corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Copom, em agosto. Contudo, a autoridade monetária mantém cautela diante de riscos externos e internos. A escalada das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã elevou os preços do petróleo, o que pode pressionar combustíveis e fretes. Somado a um cenário fiscal complexo, esses fatores representam um desafio para a ancoragem das expectativas de inflação, exigindo monitoramento constante dos impactos sobre o câmbio e a trajetória de preços nos próximos meses.
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