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EUA devem decidir até 15 de julho sobre tarifas de 25% contra o Brasil

O governo americano definirá até 15 de julho se aplicará tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, enquanto entidades empresariais buscam uma solução diplomática.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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09/07 às 13:02 · atualizado 22:31

Pontos principais

  • O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, confirmou que a decisão final será anunciada até o prazo legal de 15 de julho.
  • A ameaça de tarifas de 25% decorre de uma investigação comercial baseada na Seção 301 dos EUA sobre práticas brasileiras.
  • Entidades como CNI, Amcham Brasil e U.S. Chamber of Commerce propuseram uma negociação estruturada em duas etapas para evitar a medida.
  • O setor privado sugere focar em cooperação estratégica em setores como energia, tecnologia e saúde para restaurar a confiança mútua.
  • O Itamaraty monitora mais de 40 empresas americanas que solicitaram a exclusão de produtos brasileiros das possíveis tarifas.
  • O Senado brasileiro aprovou uma medida provisória de R$ 15 bilhões para auxiliar empresas impactadas por crises globais e barreiras tarifárias.
  • As negociações técnicas entre os dois governos continuam, apesar da persistência de divergências comerciais significativas.

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, mantém o prazo de 15 de julho para concluir a investigação comercial contra o Brasil, que pode resultar na imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A medida faz parte de uma estratégia mais ampla da administração americana para reduzir o déficit comercial do país, utilizando a Seção 301 para contestar práticas que Washington considera restritivas ao comércio. Enquanto o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, sinaliza que a decisão é iminente, o cenário gera incerteza para exportadores e investidores que dependem da relação bilateral.

Em resposta à ameaça, uma coalizão formada pela CNI, Amcham Brasil e a U.S. Chamber of Commerce enviou uma proposta conjunta aos governos buscando uma saída diplomática. O plano sugere uma abordagem estruturada em duas etapas, priorizando a cooperação estratégica em áreas como tecnologia, energia e saúde para mitigar os impasses. Paralelamente, o governo brasileiro monitora pedidos de exclusão tarifária feitos por empresas americanas e aprovou um aporte de R$ 15 bilhões para proteger o setor produtivo nacional. O desfecho desta negociação é considerado crucial para definir o fluxo de importações e exportações entre as duas nações nos próximos meses.

Fonte primária

Office of the United States Trade Representative (USTR)

USTR Section 301 Determination on Brazil's Unreasonable Acts, Policies, and Practices

Em comunicado oficial de 1º de junho de 2026, o USTR determinou, sob a Seção 301 do Trade Act de 1974, que certas práticas do Brasil em comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais desiguais, fiscalização anticorrupção, proteção de propriedade intelectual, acesso de mercado para etanol e desmatamento ilegal são "unreasonable" e oneram ou restringem o comércio dos EUA, tornando-as passíveis de ação sob a Seção 301(b). Como resultado, o USTR propôs ação de resposta (tarifa) para comentário público, mantendo ao mesmo tempo engajamento intensivo com o Brasil para buscar solução. O embaixador Jamieson Greer declarou: "Eu iniciei essa investigação da Seção 301 a pedido do Presidente Trump para tratar de preocupações antigas e generalizadas dos EUA com certas políticas e práticas comerciais do Brasil. No último ano, o Presidente Trump e eu tivemos vários encontros construtivos com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas. No entanto, continuamos tendo diferenças substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação. Aguardo continuar o engajamento com o Governo brasileiro antes do prazo legal de 15 de julho de 2026 para a adoção de ação responsiva." O comunicado fixa o cronograma: pedidos para depor na audiência até 22 de junho, comentários escritos até 1º de julho, audiência pública em 6 de julho de 2026, com decisão final até o prazo estatutário de 15 de julho de 2026. A investigação havia sido aberta por determinação do Presidente em 15 de julho de 2025 (Seção 302(b)(1)(A)), recebendo mais de 30 testemunhos e 295 comentários públicos.

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