Correios reabrem PDV e buscam recuperação financeira com desligamento de até 15 mil funcionários
Os Correios reabriram as inscrições para um Plano de Desligamento Voluntário (PDV) visando a demissão de até 15 mil funcionários até 2027, buscando reverter prejuízos e equilibrar as finanças da estatal.
Pontos principais
- As inscrições para o PDV 2026 estão abertas até 31 de março, com desligamentos previstos para até o fim de maio.
- O plano de recuperação da estatal prevê o desligamento de até 15 mil funcionários até 2027, com economia anual estimada em R$ 2,1 bilhões.
- Para participar, funcionários devem ter no mínimo dez anos de efetivo exercício e ter recebido remuneração por pelo menos 36 dos últimos 60 meses, sem restrição de idade máxima.
- Além das demissões, o plano inclui o fechamento de mil agências deficitárias, a previsão de um empréstimo de R$ 12 bilhões e a venda de imóveis ociosos.
- A empresa projeta um déficit de R$ 9 bilhões em 2025 e espera voltar a dar lucro a partir de 2027, revertendo 12 trimestres consecutivos de prejuízos e um patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões.
Os Correios reabriram as inscrições para o Plano de Desligamento Voluntário (PDV) de 2026, com o objetivo de desligar até 15 mil funcionários até 2027. A iniciativa faz parte da Fase 1 do Plano de Reestruturação econômico-financeiro para 2025–2027, visando equilibrar a situação da estatal e reverter 12 trimestres consecutivos de prejuízos. As inscrições para o PDV ficarão abertas até 31 de março, com os desligamentos programados para ocorrer até o final de maio de 2026. Para participar, os funcionários devem atender a critérios como ter no mínimo dez anos de efetivo exercício na empresa e ter recebido remuneração por pelo menos 36 dos últimos 60 meses, sem restrição de idade máxima.
Este plano de recuperação prevê uma economia anual estimada em R$ 2,1 bilhões em despesas de pessoal. Além das demissões, outras medidas incluem o fechamento de mil agências deficitárias, a previsão de um empréstimo de R$ 12 bilhões, a redução de R$ 5 bilhões em despesas até 2028 e a venda de imóveis ociosos. A empresa identificou um déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões anuais e um patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões até setembro de 2025, projetando um déficit de R$ 9 bilhões em 2025 e esperando voltar a dar lucro somente a partir de 2027.
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