Tensões entre EUA e Irã e ata do Fed pressionam mercados globais
O fim do cessar-fogo entre EUA e Irã e a expectativa de juros altos pelo Fed elevaram a aversão ao risco, impactando moedas, cripto e commodities.
Pontos principais
- O presidente Donald Trump anunciou o fim do cessar-fogo com o Irã, elevando o risco geopolítico global.
- O dólar encerrou o dia estável em R$ 5,14, enquanto o Bitcoin recuou para a casa dos US$ 62 mil.
- O ouro registrou queda de 1,80% diante da perspectiva de uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve.
- Investidores monitoram o possível fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o suprimento mundial de petróleo.
Os mercados financeiros globais reagiram com volatilidade nesta quarta-feira após o anúncio do presidente Donald Trump sobre o fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. A escalada das tensões no Oriente Médio, que inclui temores sobre um possível bloqueio do Estreito de Ormuz, gerou um movimento de aversão ao risco entre investidores. Esse cenário geopolítico incerto foi agravado pela divulgação da ata do Federal Reserve, que revelou divisões entre os dirigentes sobre a trajetória dos juros americanos, reforçando as apostas de uma política monetária mais restritiva nos próximos meses. Como resultado, ativos de maior risco, como o Bitcoin, sofreram desvalorização, enquanto o dólar manteve-se estável frente ao real em um dia de intensa oscilação.
O impacto da incerteza também atingiu o mercado de commodities, com o ouro registrando uma queda de 1,80%, cotado a US$ 4.082,4 por onça-troy. A pressão sobre o metal precioso reflete a expectativa de que juros mais elevados nos EUA tornem ativos de renda fixa mais atraentes, reduzindo a demanda por ativos de proteção. Apesar da queda, o Banco Popular da China manteve sua estratégia de longo prazo, ampliando suas reservas de ouro pelo vigésimo mês consecutivo. Analistas do Bank of America já ajustaram suas projeções para o metal em 2026, citando o ambiente de juros altos como um fator determinante para a continuidade da pressão sobre os preços.
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