Dólar sobe a R$ 5,15 com tensões no Oriente Médio e risco tarifário
A moeda americana avançou frente ao real pressionada por conflitos no Estreito de Ormuz e temores sobre novas tarifas dos EUA ao Brasil.
Pontos principais
- O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,1528, uma alta de 0,41%.
- Ataques a navios no Estreito de Ormuz elevaram a aversão ao risco global e impulsionaram os preços do petróleo.
- Investidores monitoram audiências do USTR que discutem uma possível sobretaxa de 25% sobre exportações brasileiras.
- O mercado aguarda a divulgação da ata do Fomc para avaliar os próximos passos da política monetária sob a gestão de Kevin Warsh.
O mercado financeiro brasileiro reagiu com cautela nesta terça-feira, levando o dólar a uma alta de 0,41%, encerrando o dia a R$ 5,1528. O movimento foi impulsionado principalmente pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, após ataques a navios no Estreito de Ormuz. O episódio gerou incerteza global e pressionou os preços do petróleo, levando investidores a buscarem a segurança da moeda americana como proteção contra a volatilidade.
Além do cenário externo, o mercado doméstico está atento a riscos comerciais específicos. Preocupações com possíveis tarifas impostas pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros, que podem incluir uma sobretaxa de 25% sobre exportações, pesaram sobre o sentimento dos investidores. O cenário é agravado pela expectativa em torno da ata da reunião do Fomc, que deve trazer diretrizes sobre a política de juros, e pela cúpula da Otan em Ancara. A instabilidade refletiu também no desempenho do Ibovespa, que acompanhou a aversão ao risco observada nos mercados globais.
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