Itaú firma acordo para ressarcir clientes por cobranças indevidas
Banco devolverá valores de seguros não contratados entre 2011 e 2025, mas enfrenta críticas pela ausência de correção monetária e postura pública.
Pontos principais
- O Itaú firmou acordo em dezembro de 2025 para reembolsar clientes por seguros indevidos cobrados ao longo de 14 anos.
- O banco provisionou R$ 11 milhões para as indenizações, valor que não inclui juros ou correção monetária.
- A gestão do CEO Milton Maluhy Filho é alvo de críticas pela omissão pública sobre o caso durante seu mandato.
- A criação do site 'Factópoles' pelo banco para contestar reportagens gerou debates sobre risco reputacional e liberdade de imprensa.
O Itaú firmou um acordo judicial em dezembro de 2025 para ressarcir clientes que sofreram cobranças indevidas de seguros não contratados entre 2011 e 2025. O banco destinou R$ 11 milhões para o pagamento das indenizações, contudo, o montante não contempla juros nem correção monetária, o que tem gerado questionamentos por parte de especialistas sobre a eficácia da reparação aos consumidores lesados. Além da complexidade do processo de reembolso, que exige a apresentação de provas pelos clientes, a postura da instituição tem sido alvo de escrutínio público. O CEO Milton Maluhy Filho enfrenta críticas pela omissão em relação ao tema durante sua gestão, enquanto a estratégia do banco de lançar o portal 'Factópoles' para rebater reportagens jornalísticas intensificou o debate sobre a gestão de riscos reputacionais e a liberdade de imprensa no setor bancário.
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