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EUA revogam isenções de petróleo do Irã após ataques no Estreito de Ormuz

O governo Trump anulou licenças de exportação de petróleo iraniano após ataques a navios comerciais, elevando a tensão diplomática e militar na região.

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Foto: Axios - Main
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07/07 às 16:31 · atualizado 22:45

Pontos principais

  • O Departamento do Tesouro dos EUA revogou a licença que permitia ao Irã exportar petróleo.
  • A decisão responde a três ataques iranianos contra navios comerciais no Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas.
  • Forças militares americanas realizaram ataques aéreos contra radares e sistemas de defesa iranianos.
  • O Irã acusou os Estados Unidos de violarem o acordo de paz vigente entre as nações.
  • As isenções de sanções haviam sido concedidas há menos de três semanas como parte de um memorando de entendimento.
  • O Estreito de Ormuz é uma rota crítica para o fornecimento global de energia, gerando incertezas no mercado.

O governo dos Estados Unidos anunciou a revogação imediata das isenções de sanções que permitiam ao Irã a venda de petróleo no mercado internacional. A medida, oficializada pelo Departamento do Tesouro, ocorre após uma escalada de tensões no Estreito de Ormuz, onde navios comerciais foram alvo de ataques iranianos nas últimas 24 horas. Em retaliação, as forças militares americanas conduziram operações contra infraestruturas estratégicas do Irã, incluindo sistemas de defesa aérea e radares, marcando um endurecimento significativo na política externa da administração Trump. A decisão anula um memorando de entendimento firmado há menos de três semanas, que visava flexibilizar restrições econômicas em troca de estabilidade regional. O governo americano reiterou que o alívio de sanções é condicionado ao comportamento do regime iraniano, classificando os recentes ataques como inaceitáveis. Em resposta, Teerã acusou formalmente os Estados Unidos de violarem o acordo de cessar-fogo estabelecido recentemente, elevando o tom da retórica diplomática. A situação coloca em xeque a estabilidade regional e gera incertezas no mercado global de energia, dado que o Estreito de Ormuz é uma das rotas mais vitais para o transporte de petróleo bruto no mundo. Analistas monitoram agora os impactos dessa nova rodada de sanções e a possibilidade de uma escalada militar mais ampla, enquanto o cenário de instabilidade diplomática entre os dois países se intensifica após os ataques recíprocos.

Fonte primária

U.S. Department of the Treasury / Office of Foreign Assets Control (OFAC)

General License X1 — Revocation and Wind Down of June 21, 2026 Authorization for the Production, Delivery and Sale of Crude Oil, Petrochemical Products, and Petroleum Products of Iranian Origin

O Departamento do Tesouro dos EUA, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), revogou a Licença Geral X (emitida em 21/06/2026) e a substituiu, em sua totalidade, pela Licença Geral X1, com efeito a partir de 7 de julho de 2026, assinada por Bradley T. Smith, diretor do OFAC. A GL X original autorizava a produção, entrega e venda de petróleo bruto, petroquímicos e derivados de petróleo de origem iraniana. A nova GL X1 concede apenas uma janela de encerramento (wind-down): transações já autorizadas pela GL X podem ser finalizadas até 00h01 (horário de verão do leste dos EUA) de 17/07/2026, mas qualquer pagamento a pessoa bloqueada deve ser depositado em conta bloqueada e remunerada, localizada nos Estados Unidos. A partir de 7/07/2026, nenhuma nova compra ou carregamento desses produtos iranianos é autorizada — apenas o encerramento do que já estava em curso. A licença não autoriza transações envolvendo Coreia do Norte, Cuba, as regiões da Ucrânia cobertas pela E.O. 14065, a Crimeia (E.O. 13685), nem qualquer entidade controlada por essas partes. O texto legal da GL X1 não cita explicitamente os ataques no Estreito de Ormuz como justificativa — essa motivação foi atribuída por agências de notícias a um funcionário americano não identificado.

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