Recuperações extrajudiciais crescem no Brasil sob pressão de juros
O volume de dívidas em renegociações extrajudiciais atingiu R$ 109 bilhões em 2026, impulsionado pela taxa básica de juros em 14,25% ao ano.
Pontos principais
- O volume de dívidas em processos de recuperação extrajudicial saltou de R$ 41,5 bilhões em 2024 para R$ 109 bilhões em 2026.
- A Raízen solicitou recuperação extrajudicial para renegociar um passivo de R$ 65,1 bilhões.
- A taxa básica de juros de 14,25% ao ano pressiona o fluxo de caixa de empresas que se endividaram durante o período de juros baixos.
- A reforma da lei de falências de 2020 facilitou o uso do mecanismo, tornando-o uma alternativa mais ágil e menos custosa que a via judicial.
- Grandes companhias como Casas Bahia, Tok&Stok e GPA também recorreram ao modelo para reestruturar seus passivos diretamente com credores.
O cenário econômico brasileiro em 2026 registra um avanço expressivo nos pedidos de recuperação extrajudicial, refletindo a dificuldade de grandes corporações em lidar com o atual patamar da taxa básica de juros, fixada em 14,25% ao ano. A pressão sobre o fluxo de caixa tem levado empresas que contraíram dívidas durante o período de juros baixos da pandemia a buscarem reestruturações financeiras urgentes. O caso mais emblemático deste movimento é o da Raízen, que solicitou o benefício para renegociar um passivo de R$ 65,1 bilhões, evidenciando a fragilidade financeira que atravessa diversos setores da economia nacional.
A popularização desse mecanismo é sustentada pela reforma da lei de falências de 2020, que tornou a recuperação extrajudicial uma alternativa mais célere e menos dispendiosa em comparação ao processo judicial tradicional. Além da Raízen, empresas como Casas Bahia, Tok&Stok e GPA utilizaram a ferramenta para negociar termos diretamente com seus credores. Especialistas do mercado financeiro indicam que a tendência de reestruturações deve persistir nos próximos meses, com companhias como a Oncoclínicas sendo monitoradas de perto por investidores diante da continuidade do ambiente de juros elevados.
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