O ouro, tradicionalmente um ativo de proteção em tempos de incerteza, registrou uma queda de 5% no volume de investimentos no primeiro trimestre de 2026, conforme dados do Conselho Mundial do Ouro. Essa retração ocorreu mesmo com o metal atingindo uma máxima histórica de quase US$ 5.600 por onça em janeiro e em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio, incluindo ataques de Israel e EUA ao Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz.
Especialistas indicam que o ouro é frequentemente um dos primeiros ativos vendidos quando investidores buscam liquidez. As saídas de capital em março reverteram as entradas observadas em janeiro e fevereiro, especialmente em fundos negociados em bolsa (ETFs) nos EUA. A expectativa de aumento das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) também fortalece o dólar, encarecendo o ouro para investidores que utilizam outras moedas. Apesar da diminuição no volume comprado, o valor total das aquisições de ouro subiu 62% devido à valorização do metal.
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