O metal precioso recuou abaixo de US$ 4.000, pressionado pela valorização do dólar e pela expectativa de juros mais altos nos EUA.
O preço do ouro sofreu uma desvalorização significativa, rompendo o suporte de US$ 4.000 por onça-troy. A queda é impulsionada pela valorização do dólar, que atingiu seu maior nível em um ano, e pela antecipação do mercado em relação à política monetária dos Estados Unidos. Investidores estão ajustando suas posições diante de projeções que indicam possíveis aumentos nas taxas de juros pelo Federal Reserve em 2026, motivados por pressões inflacionárias. Como o ouro é um ativo que não rende juros, ele perde atratividade frente aos títulos de renda fixa, movimento que também afetou outros metais, como a prata, que apresentou recuo acentuado de 6,42%.
Analistas do banco ING destacam que o metal precioso tem perdido seu apelo tradicional de 'porto seguro', tornando-se mais sensível às oscilações das taxas de juros. A atenção do mercado agora se volta para a divulgação do índice PCE, que deve oferecer novas pistas sobre a condução da economia sob a gestão do presidente Donald Trump e a disposição do Federal Reserve em manter uma política monetária mais restritiva para conter a inflação.
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