Preço do ouro estabiliza próximo a US$ 4.000 com dólar forte e juros altos
O metal precioso mantém-se em torno de US$ 4.000, pressionado pela valorização do dólar e pela expectativa de juros elevados nos EUA.
Pontos principais
- A onça de ouro estabilizou após recuar abaixo da marca de US$ 4.000 pela primeira vez desde novembro.
- A valorização do dólar, com o índice DXY em máxima de um ano, torna metais mais caros para investidores estrangeiros.
- A prata acompanhou o movimento de baixa, registrando queda de 6,42% no contrato para julho.
- Analistas do ING observam que o ouro perde apelo de 'porto seguro' frente à sensibilidade aos juros americanos.
- O mercado aguarda a divulgação do índice PCE para avaliar a trajetória da política monetária do Federal Reserve.
- O cenário macroeconômico global reflete cautela diante das perspectivas de taxas de juros mais elevadas nos EUA.
O preço do ouro apresentou uma estabilização recente próximo ao patamar de US$ 4.000 por onça-troy, após ter rompido esse suporte técnico em meio a uma onda de vendas. A pressão negativa sobre o metal precioso permanece sustentada pela valorização do dólar, que atingiu seu maior nível em um ano, e pela antecipação do mercado em relação à política monetária dos Estados Unidos. Investidores seguem ajustando suas posições diante de projeções que indicam a manutenção de taxas de juros elevadas pelo Federal Reserve em 2026, motivadas por persistentes pressões inflacionárias. Como o ouro é um ativo que não rende juros, ele perde atratividade frente aos títulos de renda fixa, movimento que também afetou outros metais, como a prata, que registrou queda acentuada de 6,42%.
Analistas do banco ING destacam que o metal tem perdido seu apelo tradicional de 'porto seguro', tornando-se mais sensível às oscilações das taxas de juros globais. A atenção do mercado agora se volta para a divulgação do índice PCE, que deve oferecer novas pistas sobre a condução da economia sob a gestão do presidente Donald Trump e a disposição do Federal Reserve em manter uma política monetária restritiva. O mercado mantém-se cauteloso, monitorando como esse ambiente de juros altos e dólar forte continuará a moldar as estratégias de alocação de ativos nos próximos meses.
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