Ouro registra queda de 12% no mês pressionado por juros nos EUA
O metal precioso encerrou o mês em queda, enquanto investidores monitoram negociações geopolíticas e a política monetária do Federal Reserve.
Pontos principais
- O ouro acumulou desvalorização de 12,10% no mês, o pior desempenho trimestral desde 2013.
- A resiliência do mercado de trabalho americano mantém a expectativa de juros elevados pelo Federal Reserve.
- Negociações de paz entre Estados Unidos e Irã influenciam as projeções de inflação e a estabilidade do mercado.
- A prata acompanhou a tendência de baixa, registrando perda de 21,61% no período.
- Bancos centrais mantêm o ouro como ativo estratégico de reserva, apesar da volatilidade recente.
O mercado de ouro encerrou o mês sob forte pressão vendedora, acumulando uma queda de 12,10% e registrando seu pior desempenho trimestral em mais de uma década. O movimento é impulsionado pela postura cautelosa do Federal Reserve, que mantém juros elevados diante da resiliência do mercado de trabalho nos Estados Unidos, elevando o custo de oportunidade de manter ativos não rendáveis. A prata acompanhou o movimento de queda, com desvalorização de 21,61% no período.
Recentemente, o preço do metal tem apresentado maior estabilidade enquanto investidores avaliam o cenário geopolítico, especialmente as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, que impactam as expectativas globais de inflação. O mercado permanece atento à divulgação de novos dados econômicos americanos, que servirão de base para os próximos ajustes de política monetária do Federal Reserve. Apesar da volatilidade e da pressão baixista, o OMFIF destaca que o ouro segue como o ativo de reserva preferencial para bancos centrais, mantendo sua relevância estratégica de longo prazo.
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